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DÉCIMAS, QUADRAS E OUTROS VERSOS DE UM LUTADOR ALENTEJANO

Ao Charruar a Terra Dura é o nome do primeiro livro de Joaquim Lobato, alentejano que nasceu no Monte de Coelheiros, freguesia do Maranhão, concelho de Avis, em 1937.

Joaquim Lobato começa a vida de trabalho aos sete anos, como pastor no Monte Carvalhoso, na freguesia de Cabeção. Com catorze torna-se Moural do gado, na antiga aldeia de São Martinho, “lugar emblemático das terras da dinastia de Avis”, no termo da freguesia que o viu nascer e, com vinte, acabados de completar, toma rumo a Lisboa para assentar praça no Regimento de Engenharia n.º 1. Depois da tropa, regressa a São Martinho onde continua as funções de Moural dos gados. Casa e tem filhos. Em 1981 radica-se, definitivamente em Aldeia Velha de Santa Margarida, onde já trabalhava na Cooperativa 29 de Julho local e “por cá se afeiçoou e por cá ficou”.

O poeta nascido no Maranhão que só em adulto completou a quarta classe de escolaridade, com a ajuda dos professores Mário Pinto e Amélia Lúcia, está agora reformado. Avô de duas netas dedica o seu tempo à caça, à horta, ao quintal, aos animais e à poesia, esse “dom natural que lhe pertence” e que apresenta aqui nesta Obra, autêntica e genuína, num “falajar” deste povo imenso ao sul do rio Tejo, e a que Joaquim Martinho pertence.

O "Charruar a Terra Dura" vai ser apresentado no próximo dia 26 de novembro, na Casa do Povo de Aldeia Velha, Avis, no qual estará envolvido Dinis Muacho, o poeta alentejano de reconhecido nome, nacional e internacional, autor de “Poemas de um Cacarrusso”, “Da cor dos meus olhos” e “ Incensus”, numa sessão que contará com a atuação de Filipa Lobato (voz), Joaquim Lobato (voz), José Pais (voz e viola de fado) e Sebastião (guitarra portuguesa), dispostos a representar, interpretar e divulgar o Fado, a partir das 15h30.

Imagem de capa de dotempodaoutrasenhora.blogspot.pt

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