O Governo de Luís Montenegro estabeleceu um compromisso formal para concluir a rede de autoestradas no Alentejo, ligando as capitais de distrito de Beja, Évora e Portalegre à malha rodoviária nacional. Este plano, detalhado durante o Conselho de Ministros descentralizado em Beja, visa “eliminar as assimetrias territoriais e garantir que o interior do país disponha de infraestruturas que promovam a competitividade económica”. Entre as prioridades está a finalização da A26, essencial para a logística entre o Porto de Sines e o Baixo Alentejo, e a integração de Portalegre na rede de alta prestação, com o Executivo a planear o lançamento dos concursos públicos ainda no decorrer da presente legislatura.
Ao nível dos prazos rodoviários, o processo para a ligação estratégica entre a A23 e a A6, que servirá Portalegre, avançou com o lançamento do concurso para o estudo prévio em março de 2026, prevendo-se um período de 660 dias para a definição técnica do traçado. Paralelamente, foram lançados concursos de conservação rodoviária para o distrito de Évora, com um horizonte de execução até 2030, e contratos de manutenção para Beja e Portalegre com prazos de cerca de 245 dias. O objetivo é que os estudos técnicos de viabilidade para os projetos prioritários do Alto Alentejo, incluindo o IC13, estejam concluídos até 2028, consolidando uma rede de transportes eficiente.
No setor ferroviário, o investimento de 80 milhões de euros para a eletrificação e modernização do troço entre Beja e Casa Branca complementa este esforço de coesão. Este plano inclui a introdução de três novas carruagens bimodais previstas para o início de 2027, com entregas faseadas no primeiro trimestre do ano. Em conjunto com a recente isenção de portagens na A2 e A6 para residentes e empresas locais, o conjunto de medidas deixa surpreendia a região, que está habituada a ser esquecida.
