Tribuna Alentejo
helder
Alto Alentejo

Barragem do Pisão vai avançar apesar de sair do PRR

O secretário de Estado do Planeamento, Hélder Reis, garantiu que os projetos retirados do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), como o da Barragem do Pisão, no Crato, vão avançar “como se nada tivesse acontecido”.

O governante, que falava aos jornalistas, em Portalegre, após uma reunião com os autarcas da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), disse que o Governo se compromete “com todos estes projetos que, mudando a fonte de financiamento”, por terem sido retirados do PRR, “são estruturantes para o país e continuarão a avançar como se nada tivesse acontecido”.

De acordo com a agência Lusa, o encontro serviu para abordar as formas de financiamento para garantir o avanço do Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato (EAHFMC), também conhecido por Barragem do Pisão.

“Estamos a iniciar a reprogramação do Portugal 2030 (PT2030) e vamos ver qual é a melhor forma de o fazer, com menos custos para o país”, afirmou.

Para Hélder Reis, “a prioridade” nesta altura passa por “assegurar que tudo continua como tinha sido planeado”, independentemente de o projeto ser ou não financiado pelo PRR.

Questionado sobre se as máquinas podem iniciar a obra da barragem, o governante disse não encontrar nenhum entrave sobre essa matéria.

“Podem vir as máquinas. A CIMAA tem o dinheiro exatamente para que obra comece a arrancar assim que [os autarcas] entenderem que o devem fazer”, referiu.

Questionado também sobre se a decisão judicial que anulou a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) do projeto pesou na decisão de retirar a verba que tinha atribuída em PRR, Hélder Reis rejeitou o argumento.

“Não foi o facto de o tribunal ter decidido que a DIA era revogada que nos levou a esta decisão”, frisou, contrapondo que o projeto da barragem alentejana não iria “caber no prazo do PRR”.

“Inseriu-se numa decisão de reapreciação do PRR, naquilo que é a capacidade que o país tem de concretizar no tempo do PRR as obras e todos os projetos que lá estão”, explicou.

No final da reunião, o presidente da CIMAA, Hugo Hilário, afirmou aos jornalistas estar “mais tranquilo” após as explicações e garantias dadas por Hélder Reis, sublinhando que o projeto “vai acontecer” e que os autarcas continuam “focados e empenhados” na sua concretização.

No entanto, alertou o autarca, é preciso salvaguardar os interesses da região e assegurar os mecanismos administrativos e legais para que a obra se concretize.

Hugo Hilário disse ainda que “não vai haver devolução de qualquer verba” do projeto já utilizada pela CIMAA.

Por seu turno, o presidente da Câmara do Crato, Joaquim Diogo, defendeu a necessidade de a CIMAA ficar com “um documento oficial” que “seja à prova de bala de qualquer alteração que exista” relacionada com o financiamento do projeto “ou qualquer negociação que exista no futuro”.

“Queremos saber como é que fazemos a transição rapidamente de um mecanismo para o outro”, defendeu, indicando que vai ser criada uma equipa para monitorizar o formalismo deste processo de transição de fontes de financiamento.

A Barragem do Pisão previa um investimento na ordem dos 141 milhões de euros do PRR, a que se somavam 10 milhões de euros inscritos no Orçamento do Estado.

 

Fotografia de jornaldenegocios.pt

Artigos relacionados

Dois antigos Presidentes de Junta de Freguesia do Marvão acusados de fraude na obtenção de subsídio

Redação Alentejo

Gavião ficou de fora do plano do Governo para controlar população de javalis mas vai pagar “do seu bolso” 300 euros por montaria

Redação Alentejo

Polícia espanhola distingue Comando Distrital da PSP de Portalegre e o agente principal João Aragonez

Redação Alentejo

Nuno Mocinha foi hoje absolvido pelo Tribunal de Portalegre. O autarca estava acusado de crime de prevaricação de titular de cargo público

Redação Alentejo

Portalegre mantém IMI mínimo e IRS nos 3,25% em 2027

Redação Alentejo

Festas do Povo de Campo Maior distinguidas com Prémio de Turismo em Espanha

Redação Alentejo