Tribuna Alentejo
pisao
Alto Alentejo

Barragem do Pisão mais perto de ser realidade a partir de hoje

A Barragem do Pisão está mais perto de ser realidade a partir de hoje.

Foi hoje publicado em Diário da República o Despacho nº 3939/2019 onde os Ministérios da Economia e Agricultura autorizam a criação de um grupo de trabalho para proceder à avaliação técnico-financeira da Barragem do Pisão.

O projeto da Barragem do Pisão está pensado e desenhado há mais sessenta anos e, a ser construída, será junto à pequena aldeia do Pisão – que desaparecerá como desapareceu a Aldeia da Luz em Alqueva.

Prevê-se que tenha um custo total de 100 milhões de euros e já foi anunciada pelo menos 3 vezes, nunca tendo saido do papel. Mário Soares, António Guterres e Durão Barroso enquanto primeiros-ministros apresentaram-na como uma obra que se concretizaria, mas nada aconteceu.

Os últimos anos de seca têm aumentado a pertinência desta obra. Já em 2016 houve consenso total na Assembleia da República para incluir o projeto hidráulico de fins múltiplos do Crato (Barragem do Pisão) nas prioridades de investimento em regadio. Todos os partidos votaram favoravelmente o projeto de resolução, apresentado então pelo PCP.

Todos os partidos políticos parecem defender que a construção da Barragem do Pisão poderá fomentar fortemente a atividade agrícola, agroalimentar e turística da região, já que o projeto inicial prevê a cobertura de nove mil hectares, beneficiando os concelhos do Crato, Alter do Chão, Portalegre, Avis e Fronteira.

Em 2013, os autarcas dos 15 concelhos de Portalegre clamavam por fundos comunitários para a obra poder avançar. Mas, até hoje, a Barragem do Pisão não tinha passado disto -já esperou tanto como Alqueva – mas o Despacho de hoje vem dar uma nova esperança aos desejos das populações norte-alentejanas.

A Barragem do Pisão é considerada um projeto estratégico prioritário para o desenvolvimento da região e que pode alavancar não só o sector primário como todos os restantes sectores, potenciando o emprego, a economia, a fixação dos jovens, o combate à desertificação e o combate ao envelhecimento das populações, invertendo a tendência negativa da situação socioeconómica sentida em grande parte dos concelhos do distrito de Portalegre.

A construção da Barragem do Pisão pode vir a fazer reserva de cerca de 114 milhões metros cúbicos de água, moderando assim os impactos dos períodos de seca extrema, tanto para a agricultura, como para as populações, garantindo o abastecimento público de 8 concelhos do distrito de Portalegre (Alter do Chão, Avis, Crato, Fronteira, Gavião, Nisa, Ponte de Sor e Sousel) até agora dependente da barragem de Póvoa e Meadas e que apresenta já graves problemas, tanto ao nível da qualidade de água, como a nível de segurança das infraestruturas, com fissuras no paredão da barragem e assoreamento da albufeira.

Em 1957, o Plano de Valorização do Alentejo, contemplava já a criação de grande lago para o Baixo Alentejo – o Alqueva atual e que serve também o Alentejo Central – e um lago mais pequeno para o Norte Alentejo – a Barragem do Pisão e que permitiria irrigar cerca de 10.000ha de terra.

 

Fotografia de Luis Ramos em publico.pt; antes da construção da Barragem de Alqueva

Siga o Tribuna Alentejo no  e no . Junte-se ao Fórum Tribuna Alentejo e saiba tudo em primeira mão

 

Artigos relacionados

Dois antigos Presidentes de Junta de Freguesia do Marvão acusados de fraude na obtenção de subsídio

Redação Alentejo

Gavião ficou de fora do plano do Governo para controlar população de javalis mas vai pagar “do seu bolso” 300 euros por montaria

Redação Alentejo

Polícia espanhola distingue Comando Distrital da PSP de Portalegre e o agente principal João Aragonez

Redação Alentejo

Nuno Mocinha foi hoje absolvido pelo Tribunal de Portalegre. O autarca estava acusado de crime de prevaricação de titular de cargo público

Redação Alentejo

Portalegre mantém IMI mínimo e IRS nos 3,25% em 2027

Redação Alentejo

Festas do Povo de Campo Maior distinguidas com Prémio de Turismo em Espanha

Redação Alentejo