A ambição do Alentejo em criar a sua própria orquestra regional reflete o desejo profundo de preencher uma lacuna histórica, uma vez que esta era a única região do país que ainda não estava coberta por este programa de política pública cultural.
O financiamento da futura Orquestra Regional do Alentejo será assegurado de forma partilhada pelo Ministério da Cultura, através da Direção-Geral das Artes e do Fundo de Fomento Cultural, e também pelos municípios da região que se associarem ao projeto.
O concurso público lançado pela Direção-Geral das Artes disponibiliza uma verba global de 1,62 milhões de euros para os primeiros dois anos, o que corresponde a um valor anual de 810 mil euros. Para dar um impulso inicial ao arranque da orquestra, o Governo vai reforçar este montante com uma dotação adicional de 190 mil euros, que será financiada diretamente pelo Fundo de Fomento Cultural.
A restante fatia do financiamento caberá à administração local, uma vez que o regulamento do concurso exige a adesão obrigatória de, pelo menos, cinco municípios da região .
O Alentejo conta com um total de 47 concelhos e, como a sustentabilidade do projeto depende da criação de redes e sinergias, a contribuição financeira que cada autarquia terá de pagar será tanto menor quanto maior for o número de municípios que aceitarem aderir a esta parceria. Atualmente, a Universidade de Évora está a liderar a preparação de uma candidatura conjunta com várias autarquias, associações e instituições de ensino para gerir e coordenar o projeto da orquestra.
