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40% de casas para arrendar em Évora desaparecem em menos de 24 horas

O Alentejo consolidou-se como a região com a maior valorização imobiliária do país, registando um crescimento homólogo de 21,3% nos preços de venda das habitações. Conforme os dados consolidados do marketplace imobiliário Idealista, o custo mediano regional fixou-se nos 2.029 €/m². Esta tendência de forte aceleração ultrapassa o ritmo de crescimento de grandes centros metropolitanos tradicionais como Lisboa e Porto. A procura contínua por habitação na região gerou uma pressão imobiliária sem precedentes que abrange tanto as zonas costeiras como o interior alentejano.

No mercado de compra e venda, a disparidade geográfica dita os preços por metro quadrado da região. A cidade de Évora afirma-se como a mais cara, impulsionada pelo turismo e pela vida universitária, atingindo os 2.556 €/m². Logo a seguir, o concelho costeiro de Odemira posiciona-se no topo da tabela do Alentejo Litoral, apresentando uma média elevada de 2.498 €/m² devido ao forte apelo das praias e do turismo rural. Em contrapartida, as cidades de Beja e Portalegre continuam a representar as opções mais acessíveis. Beja fixa o seu preço de mercado nos 1.389 €/m² após fortes subidas anuais, enquanto Portalegre se mantém no patamar dos 1.011 €/m², retendo o título de capital de distrito mais barata do território nacional.

Esta enorme pressão imobiliária transbordou diretamente para o mercado de arrendamento residencial, com as habitações a serem absorvidas a uma velocidade recorde. Segundo dados recentes partilhados pelo Diário Imobiliário, os distritos de Évora e de Beja destacam-se a nível nacional com 33% dos imóveis colocados para arrendar a desaparecerem em menos de 24 horas. O fenómeno é ainda mais expressivo quando analisado o cenário urbano isolado. A cidade de Évora lidera o arrendamento expresso com uma taxa de 40%, o que significa que quase metade dos anúncios saem de circulação num só dia. Esta realidade ultrapassa largamente a dinâmica observada em Lisboa, que regista apenas 12%, ou no Porto, com uns modestos 6%, provando que o Alentejo enfrenta atualmente uma séria escassez de oferta face à procura existente.

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