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E AGORA?

O que fazer quando se perde uma referência? Alguém que sempre nos ensinou a acreditar até ao fim? A primeira pessoa a reconhecer o nosso esforço e o nosso valor?

Como se combate este vazio?

Geralmente nestas crónicas costumo apresentar algumas questões e outras tantas possíveis soluções mas, neste caso, a resposta torna-se não só dolorosa como difícil.

A referência permanecerá para sempre e em toda a acção que cada um de nós que hoje tenta combater este vazio praticará e colocará em tudo o que fizer.

E o resto? E agora?

A PRECARIEDADE NÃO É UMA OPÇÃO

Há umas semanas atrás, o Expresso publicava uma notícia sobre a tendência da geração mais jovem optar por casas mais pequenas e com o menor número possível de despesas inerentes às mesmas.

Apresentava esta tendência como uma opção de vida, aliado a um suposto estilo mais desapegado dos bens materiais.

Seria sem dúvida um artigo interessante...se correspondesse à realidade da geração mais jovem que começa agora a sua carreira e a sua luta por uma vida independente com as tais mínimas condições.

MENOS AMEAÇAS E MAIS FUNDAMENTOS

Por diversas vezes, nos tempos de Faculdade, parei por instantes a observar as imagens de Alexandrino de Sousa e de Ribeiro dos Santos (dois estudantes de Direito assassinados pela PIDE) que se encontram no átrio da Faculdade de Direito de Lisboa.

Nessas alturas pensava sempre em tudo o que a luta deles representou e representa ainda hoje. A luta pela liberdade de direitos e de expressão.

COLHER O QUE SE SEMEOU

Gostaria de poder dizer que o que sucedeu em Charlottesville foi uma total surpresa mas, infelizmente, tal é impossível.

É impossível não esperar este tipo de actos provindos de grupos de extrema direita após termos assistido a toda a argumentação e a todo o discurso de ódio da campanha de Donald Trump.

Surpreendente é ver o discurso de Donald Trump a criticar os assassinos e responsáveis pelo atentado de Charlottesville depois de ter andado meses e meses a incentivar ao ódio contra todos os que não eram americanos.

COWORKING

Há dias tive conhecimento de um conceito que começou a ser implementado em Portugal com resultados positivos.

Trata-se do conceito de “coworking” que designa uma nova forma de trabalho multidisciplinar. Numa mesma sala encontram-se profissionais de várias áreas que, por um custo mensal ali podem desenvolver a sua actividade profissional e levar a cabo os seus projectos.

Ao mesmo tempo que desenvolvem a sua actividade, estes profissionais podem fazer contactos com profissionais fora da sua área de conhecimento mas que os possam auxiliar nos seus planos e necessidades.

MAIS VAGAS NO ENSINO SUPERIOR

No corrente mês abriram as vagas para o acesso ao ensino superior, tendo sido noticiado o aumento no número de vagas comparativamente ao ano passado (mais 150 vagas).

Sendo este um sinal de investimento de novos cursos em novas áreas, não nos podemos esquecer de algo que já há muito tempo deveria estar na agenda não só do Governo como também das Universidades: o elevado número de vagas para a oferta de emprego efectivamente existente.

PRIORIDADES GOVERNATIVAS

Esta semana, António Costa definiu como as principais prioridades da segunda metade do mandato governativo a habitação, a saúde e a educação.

Não menosprezando a importância da saúde e da educação já referidas nestas crónicas, não posso deixar de realçar a importância dada pelo Governo à necessidade de existir habitação acessível para todos.

DRONES

Todas as semanas têm surgido notícias de incidentes causados por drones que são colocados a voar em zonas não permitidas por lei, nomeadamente junto a aeroportos e zona de aterragem e descolagem de aviões.

Apenas na semana passada se ouviram que foram abertos alguns processos de contraordenação a proprietários de drones que poderiam ter causado mais do que “meros incidentes”.

OPOSIÇÃO PRECISA-SE

Passos Coelho veio esta semana afirmar que o País não pode andar à boleia do Turismo. Declarações que, de um antigo Primeiro-Ministro que aprovou o programa dos Golden Visa, um dos motivos que mais tem contribuído para a entrada de turistas no nosso País são, no mínimo incongruentes.

Mais uma vez, Passos Coelho apresenta fortes sinais de descoordenação política criticando tudo o que de positivo o Governo tem feito ou, quando a critica se demonstra sem sentido, afirmando que o resultado positivo apenas surgiu fruto ao trabalho do seu Governo.

O QUÃO PEQUENOS SOMOS

Esta imagem reflecte tudo o que todos nós temos vindo a sentir perante esta tragédia. Não são “apenas” o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa e o Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes num abraço emocionado. São dois homens a tentar reagir perante a dimensão da tragédia que assolou Pedrógão Grande.

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