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Sociedade

Volta, renasce

Dirijo o meu olhar para o céu revoltado pintado com um cinzento triste. A minha face está preenchida de lágrimas pesadas e grossas. Elas queimam à medida que fazem o seu percurso. As minhas pestanas estão fracas e frágeis.Busco uma resposta tua. Afinal de contas, é onde moras agora, certo?

Se os meus olhos pudessem falar, neste momento, eles berravam. Berravam de arrependimento, de desespero, angústia e, sobretudo, tristeza.
Tantos sentimentos misturados que nem sei por onde começar.

Porquê?

Voltar a viver

Encarcerado no campo de trigo já abandonado e agora infértil, via o outro lado do pântano que era cheio de alimento e fertilidade.

Para lá chegar precisaria atravessar esse mesmo pântano, esse terreno cheio de animais monstruosos que vivem principalmente na nossa cabeça. As dores das mortíferas víboras que na pele deixam marca, ignoram o suave sabor do mel das abelhas que morrem ao picar.

Calouste Gulbenkian apoia envelhecimento ativo em Portalegre

Sempre atenta à cultura, às artes e às questões sociais, a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu apoiar o projeto “Entre Tempos”, da Cooperativa Operária Portalegrense.

O projeto visa contribuir para um envelhecimento ativo na comunidade, estimulando a autonomia, uma maior participação social e, de modo geral, o bem-estar da população idosa do concelho.

A cooperativa candidatou o projeto – em curso desde o passado novembro - ao concurso “Envelhecimento na Comunidade” da Fundação Calouste Gulbenkian e foi um dos 16 contemplados, de 132 projetos candidatos.

Grito!

Sinto revolta. Estou revoltada. Sai dentro de mim. Vivo contigo há dois anos. Dois anos. Estou a chegar ao limite. Vou rebentar. Ar. Preciso de ar. Continuas a sufocar-me. Já não tenho ninguém para me salvar. Perdi-o. Perdi-o como perco vida a cada dia que passa. Há lágrimas no chão. Lágrimas que refletem o meu rosto. Esperança. O que é isso? Devia saber melhor o que significa. Mas não sei. Suplico. Suplico. E volto a suplicar. Não passam de meras súplicas. Estou presa. É um ciclo vicioso. Sento-me no chão. Está frio. Afinal ainda sinto. Sinto? O tempo não para. Estou assustada.

Verne – O Verme Do Verbo

Sobrevivi. Eu, hoje, sobrevivi. Não sorri. Não me ri. Não brinquei. Não me senti feliz. Nem me senti triste. Muito menos, vivi. Eu apenas sobrevivi; e tudo bem com isso. E se tudo o que eu fiz hoje foi aguentar-me até chegar a casa, abrir a porta do meu quarto e atirar-me para o colchão da cama, já foi alguma coisa; fiz algo, e estou orgulhosa de mim mesma.

Ulisses

Passaram-se tantos anos desde isto me aconteceu. Hoje ainda me lembro bem da noite. Ainda me lembro bem de ti, meu amigo! Foi numa casa de cada de fados em Lisboa. Brincaste comigo e disseste-me que a cidade tinha o teu nome! Ter-se-ia chamado Olissipo por tua causa, que terias lá estado há muitos anos, na tua epopeia e eu, sim está bem - Tu e todos os outros que estão aqui neste restaurante e já beberam duas cervejas. Aliás, para me embebedar precisarias muito mais do que isso... mas se te chamas Ulisses, até te dou um desconto. Até me disse, olha...

“A Maçonaria no Alto Alentejo” vê a luz do dia este sábado

Há um livro que promete desvendar alguns mistérios e contar algumas histórias: chama-se “A Maçonaria no Alto Alentejo 1821-1936”, da autoria do professor António Ventura, e será apresentado este sábado, no Alto Alentejo, em Portalegre, terra natal do autor.

No Centro de Congressos da Câmara de Portalegre, a apresentação da obra será feita por Maria de Fátima Nunes, professora catedrática da Universidade de Évora, decorre a partir das 16h30.

Na iniciativa estará também a Escola de Artes do Norte Alentejano e que tocará algumas músicas.

Incêndios Austrália vs Incêndios Amazónia 

A Austrália viveu recentemente uma das suas piores temporadas de incêndios florestais, alimentados por temperaturas elevadíssimas e meses de seca extrema.

Os incêndios na Austrália consumiram quase 8 milhões de hectares (equivalente a quase a totalidade do território português), provocaram 24 mortos e mais de 1300 casas ardidas.

Mais que barulho e festa: Estudantes de Évora são solidários

A Associação Académica da Universidade de Évora (AAUE) quer mostrar à cidade que é parte integrante da mesma e quer ter um papel ativo na sociedade local, mostrar que, contrariamente à imagem que muitas vezes se cria, ser estudante é mais que festas e barulho e que há uma relação entre a academia e a cidade e que se baseia no dar e receber, de parte a parte.

Assim, a AAUE, em representação de todos os estudantes da academia, entregou, esta semana, um cheque no valor de 1074€ à Associação Chão dos Meninos, onde foram recebidos pela vice-presidente da direção, Paula de Deus.

Terras sem tempo

O termómetro marcava 43 graus centígrados, uma temperatura que já se tornara normal por aqueles lados. Situada no fundo de um córrego, havia uma casa pequena, pintada de branco e com paredes tão grossas que não deixavam que, durante o dia, esse calor que se fazia sentir entrasse lá dentro. Durante a noite, porém, quando o Sol fugia, o calor escondia-se naquela casa. Lá dentro, os 43 graus do calor ficavam escondidos, até que o escuro e o frio da noite se fossem embora, aos primeiros raios de Sol.

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