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literatura

Cá ou lá?

Marisela Archeira tinha cara de poucos amigos e um feitio como havia poucos. A senhora destacava-se na comunidade onde residia por ser a mais rígida das mulheres. Daí teria surgido a sua alcunha Archeira, isto porque atirava e acertava a direito!

Marisela Archeira tinha nascido de uma família de nome, rica e com propriedades. Mas Archeira não era do tipo emproado que ficava usando vestidos de fole e não se preocupava com o bem estar dos seus bens. E bens tinha em género, espécie e numerário.

Marisela Archeira tinha vacas, cabras e ovelhas. Tinha galinhas, coelhos e fracas.

A Sociedade do Espectáculo de Guy Debord

Responder ao desafio lançado na obscuridade da noite fria, interminável de neblina. A noite ininterrupta que foi o Inverno mágico de 2013. O desafio, circular, de conteúdo apenas ligeiramente oscilante. A voz, como sempre, rouca. Tinha feito a pergunta. O amigo de longa data que restava...de mãos nos bolsos, encostado à penúltima arcada.

Outros tempos

Pirilimpimpau era um sítio no imaginário das pessoas que lá viviam, seja lá o que isso significa. Os habitantes de Pirilimpimpau eram os Pirilimpompeiros e tinham a particularidade de viver num lugar em que só se podia entrar e sair uma vez por ano, exatamente no mesmo dia, 13 de abril, que por acaso até é hoje.

A Guerra Civil Espanhola “Do Alentejo à Andaluzia”

Incidindo sobre a Guerra Civil Espanhola, do “Do Alentejo à Andaluzia” é o título que do livro de Joaquim Martinho e que será lançado no início do mês de maio.

Começou a escrevê-lo aos 19 anos – tem agora 64 - quando começou uma investigação que tem agora o seu auge ao concretizar-se em livro.

Relatando detalhes e relatos desconhecidos da grande maioria, esta obra é um conjunto de vivências e relatos sobre a Guerra Civil Espanhola, e que são desconhecidos do público.

Frank Black e Jodorowsky

Frank Black (Headache) – Um teledisco impossível de qualificar.

Entropias

Ora, eu naquele sábado entro em Pias, pela entrada que vem do lado da Nacional 2, chego a um café e peço um copo do tinto, daquele do bom dali da terra. Não se tratou de uma grandeza termodinâmica que mensura o grau de irreversibilidade de um sistema, mas sim da minha vontade insuperável em beber um copo daquele tinto de Pias e aproveitar um bom de um queijinho de Serpa. Dei a chave aos meus companheiros de viagem e joguei-me ao copo, mastiguei um bocado de pão e deixei que as minhas papilas gustativas devorassem e se arrepiassem com aquele meu gesto pecaminoso.

X (de xis) anos depois – Uma memória por quem não quer esquecer:

Ou: Instantâneo Moral.

Ou: Ode ao Desencantado.

Ou: Manifesto pela Inocência Perdida.

Ou ainda, em código: FKYU * S. (de Schäuble)

Caspa

Todo o dia. A todas as horas. A todo o momento. Caspa. Kasparov, o famoso jogador de xadrez, sofria de caspa e isso era uma enorme maçada que impedia um xeque-mate perfeito. Na sua vida de campeão, aquela neve branca que se lhe assentava sobre os ombros, tornava-se num peão que não andava muito. Kasparov havia de se habituar, mas já tinha perdido uns jogos à conta disso. Os tabuleiros pareciam a Guerra dos Tronos e, da cabeça do jogador, caía a neve e o Inverno estava a chegar.

Moita Flores em Évora para conversa com leitores e interessados

Amanhã, segunda 18 de março, Francisco Moita Flores vai estar na Biblioteca da Escola Conde de Vilalva, pelas 18 horas, para conversa com leitores e interessados

O escritor alentejano, natural de moura, realizará uma sessão sobre o “Mistério do Caso de Campolide”, primeiro policial de Francisco Moita Flores, antigo inspetor da Polícia Judiciária e conhecido criminologista.

O piolho aventureiro

Baseado em história verídica, este texto não aconteceu mesmo. Começa, como todas as boas histórias com um era uma vez. Neste caso era um piolho.

O piolho, ao qual me afeiçoei, e isto só partilho convosco, chamava-se Lhinho, diminutivo de Piolhinho. Era uma coisa carinhosa. Creio que aquilo que mais me despertou a atenção foi o facto de o piolho a quem nos dedicamos ser detestado por toda uma comunidade humana.

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