Está aqui

Cultura

Há um dia

Há um dia, há 42 anos, faz hoje muitos dias nascia um bebé, em casa. Foram duas as parteiras que muito admiro. Uma delas já não está entre nós. A outra sim. Não me recordo de ter nascido. Recordo-me sim de ter vivido até agora. Foram muitos e muitos anos em sítios tão diferentes como Portugal e Timor! Por ambos me apaixonei, como me apaixonei de igual forma pela África do Sul, pelos Estados Unidos e por tantos outros lugares onde passei e vivi. Viver é bonito! Nascer ainda mais, só não temos consciência do acto e depois do tempo que passamos até chegar ao ponto onde atualmente estamos.

O miradouro da recompensa

Ao subir o pequeno monte que a planície erguia,

fitava a linha que separava o céu do chão.

 

As minhas pernas, cansadas,

espelhavam a incerteza

sobre a recompensa

no final da imponente subida.

Quanto maior a inclinação do monte

mais os pés sentiam,

mais o coração sonhava.

 

Que prémio me esperava?

Sentia a confiança

de um ciclista de montanha

e trazia a certeza

de que um terreno no Alentejo

nunca poderia ser tão inclinado

como uma montanha

nos Alpes franceses.

Mil e um dias

O dia começou com uma diferença horária de cinco horas. Mal tinha fechado os olhos, acordei com a voz do capitão a pedir-me que apertasse o cinto. Estava a chegar ao meu destino.

Viajar é uma das muitas maravilhas do mundo que, em alturas de pandemia, se pode tornar num magnífico pesadelo. As viagens, os sonhos, as diferenças de altitude e os sinais que em nós se evidenciam…

Mourão: Vitorino em homenagem ao Cante

Esta noite, sábado 15, pelas 21h30, no Pavilhão Gimnodesportivo de Mourão, o artista alentejano Vitorino, acompanhado pelos quatro grupos de cante alentejano do concelho de Mourão, vão homenagear o Cante.

Num tributo ao Alentejo e às suas tradições, o músico natural de Redondo vai estar acompanhado do Grupo Coral Flores de Abril, Grupo Coral Granjarte, Grupo Coral da Granja e Grupo Coral da Luz, num espetáculo que integra ainda as comemorações do Dia de Reis.

As portas abrem uma hora antes, sendo os lugares limitados e a entrada gratuita e realizada por ordem de chegada.

“Causa Própria” - a marca alentejana na série do momento

“Causa Própria” é a produção nacional que promete rivalizar com produções estrangeiras do género.

Aposta da RTP, a série estreou a 5 de janeiro e logo colocou em alvoroço as redes sociais. Num misto de ficção e realidade, e com realização de João Nuno Pinto, a série de sete episódios foi produzida pela Arquipélago Filmes para a RTP e conta Margarida Vila-Nova e Nuno Lopes nos papéis principais e com um elenco composto por Ivo Canelas, Maria Rueff, Catarina Wallenstein, Adriano Carvalho e António Fonseca, entre um leque de jovens talentos como Afonso Laginha e Sílvia Chiola.

Viana do Alentejo comemora a restauração do concelho

Dia 13, a Câmara Municipal de Viana do Alentejo vai comemorar o 124º aniversário sobre a Restauração do Concelho.

No Cineteatro Vianense, com transmissão em direto no Facebook, a partir das 15h decorre esta sessão solene e a data será assinalada com a atribuição da medalha de honra do Município, a título póstumo, a Joaquim Augusto Simão, que dedicou a sua vida a trabalhar a madeira. 

Teria sido uma vez…

Teria sido uma vez, teria acontecido assim, ter-se-ia passado desta maneira. Não era uma vez porque poderá ou não ter sucedido exatamente como se conta.

O fim e o início

Hoje é o dia a seguir ao de ontem e aquele antes de amanhã. Hoje é também o primeiro dia do ano. O dia em que escrevo estas palavras é o dia de ontem, o último dia do ano.

Decidi chamar a esta crónica o fim e o início. Fim porque termina um ano, cheio, repleto de acontecimentos. Uns terão sido bons, outros menos bons, muitos maus e até, diria, partilhando a experiência de muitos, péssimos. Foram momentos e acontecimentos que ficam registados na memória dos tempos, nos registos dos homens e nas coisas que se gravam em fotografias, em vídeos e em qualquer outro modo de recordar.

Zona histórica de Castelo de Vide com eletricidade subterrânea

A E-REDES alterou a linha área de Média Tensão (MT) de Castelo de Vide para subterrânea, no interior das muralhas do castelo medieval da vila alentejana.

Esta obra foi realizada em coordenação com a autarquia e conta com uma extensão de 568 metros, tendo significado ainda a construção de um novo Posto de Seccionamento e Transformação (PST).

Como escrever um poema

todas as palavras pecam pelo seu curto significado

o poeta é o pintor de um quadro sem cores

e escreve na esperança de criar a imagem

que suprime mais do que mil palavras

 

o singular do visual tem mais valor do que o plural do abstracto

o suficiente é falar pouco

o instante é mais valioso

é conveniente abrandar o pensamento

 

o poeta não pode deixar que a imagem seja mais forte do que a palavra

é o seu ganha pão

mesmo que as evidências sejam claras

é fundamental defender o próprio ofício

 

Páginas