Está aqui

Cultura

Easy Rider

Easy Rider (1969), também sobre sonhos, a ascensão do realizador e o êxtase no horizonte do desencanto (i.e., o crepúsculo algures na fronteira do Texas com a Louisiana):

 

Acordar de um sonho é imperativo que se presta a muitos equívocos, mas também uma benesse, e convenhamos que não há assim tantas por aí. Como adormecer, o antecedente natural.

Delia Derbyshire

A tomada de consciência (são estes os termos a empregar, e não outros) das harmonias robotizadas de Delia Derbyshire, em 2018, a.d., resulta numa pequena maravilha: juntar três tempos num estado de sublime dissonância. Numa década, a sonoridade da anterior, cinco décadas depois. A década magna: 61-70 do século XX, como não podia deixar de ser.

O atlas espantadiço de Ayn Rand

Digo o que posso e devo, dadas as circunstâncias -

Começo por copiar da introdução de um texto anterior (e eis uma auto-citação):

“Ler um elevado número de excertos desse amontoado de páginas de pseudo-saber que é Atlas Shrugged, qualquer coisa como O Atlas Que Encolheu os Ombros e Foi à Vidinha Dele, de Ayn Rand, é uma experiência atroz (e contudo necessária) que pode afectar o precioso mecanismo das conexões cerebrais e causar danos permanentes.”

Fim de auto-citação.

Al Mossassa – Marvão volta a ser muçulmano

Para celebrar a sua fundação e homenagear o seu fundador Ibn Marwan, Marvão voltará à época muçulmana, quando a maior parte do território nacional fazia parte do império islâmico Al Andaluz.

O festival Al Mossassa, na sua 13ª edição, vai transportar-nos para essa época e para a sua fundação por Ibn Marwan, natural de Mérida e que foi líder militar e religioso sufista – e decorrerá de 5 a 7 de outubro.

4500 anos de civilização em Reguengos de Monsaraz

Nas escavações na Herdade dos Perdigões, – um campo arqueológico com 16 hectares - em Reguengos de Monsaraz, foi descoberto, o ano passado, um conjunto de cerca de 20 estatuetas com cerca de 4500 anos.

A cargo da ERA Arqueologia - há 15 anos a investigar os Perdigões - as escavações permitiram descobrir pequenas estatuetas de marfim africano – 12 a 15 centímetros - com o corpo esguio, bem delineado, tatuagens faciais e olhos grandes que poderiam ter tido incrustações

Pacheco Pereira

Pacheco Pereira: A devassa de um modo de vida sob a forma de homenagem (que o visado não precisa e, estamos certos, tão pouco ambiciona).

 

Pelo menos Pacheco Pereira (PP) diz o que pensa!

Diz o que diz para lá da conveniência partidária ou do, e aqui sejamos convenientes, espírito da sua época.

Não é escravo da direita ou da esquerda - não defende em exclusivo as posições que melhor se adequam a qualquer dessas tendências. E não se inibe de opiniões fortes, pelo que nem sempre o centro é o seu projecto.

Mais um concerto na Capela do Paço Ducal de Vila Viçosa

Será a 28 de setembro, pelas 21 horas, que, na Capela do Paço Ducal de Vila Viçosa, acontecerá mais um concerto.

Com entrada livre, mas com lotação limitada, desta vez, a música será da segunda metade do século XIX e contará com a soprano Sónia Alcobaça e com João Paulo Santos no piano.

Do programa constam nomes como Vianna da Motta, Alfredo Keil, Guerra Junqueiro, Almeida Garrett, entre outros.

 

Imagem de noticiasaominuto.com

 

 

Odemira partilha memórias

“Partilhar memórias” é o tema à volta do qual Odemira celebrará as Jornadas Europeias do Património 2018.

No dia 28 de setembro, pelas 16 horas, na Igreja da Misericórdia, decorrerá uma tertúlia que contará com investigadores, dinamizadores, artesãos e artistas, sobre diferentes perspetivas, experiências, ameaças e oportunidade das diferentes manifestações e tradições culturais do concelho.

O dia do indizível

Duas canções, um trecho de poesia de Aberto Caeiro e o dia do indizível (a tomada de posse de Donald Trump como presidente dos EUA) – relembrando o pesadelo.

Duas canções que não salvam nem confortam, mas que são incrivelmente belas; ficam como aviso:

Breathing (Kate Bush)     

Closing Time (Leonard Cohen)

-

Tapetes de Arraiolos há 16 anos à espera da certificação

Arraiolos aguarda, há 16 anos, pela certificação dos tradicionais tapetes de Arraiolos.

Em 2002, o Parlamento aprovou a criação de um centro com competências de certificação, o Centro para a Promoção e Valorização do Tapete de Arraiolos mas até hoje não foi feita regulamentação para a lei, essencial para regular a comercialização e a autenticação dos Tapetes de Arraiolos, permitindo o fabrico e venda de “falsificações” vindas do estrangeiro e que não são verdadeiros tapetes de Arraiolos.

Páginas