O Grupo Vale da Rosa, o maior produtor nacional de uvas de mesa sem grainha, entrou em Processo Especial de Revitalização, com uma dívida à banca que ronda os 17 milhões de euros.
De acordo com a SIC Notícias, o Processo Especial de Revitalização é um processo judicial que gera negociações entre a empresa e os seus credores, para conseguir aprovar um plano de recuperação de forma a promover a revitalização da empresa, para continuar a desenvolver a sua atividade.
A empresa, de Ferreira do Alentejo, tem como credores os maiores bancos – Caixa Geral de Depósitos, BCP, Santander, Novo Banco, o BBVA e o BPI. Este último, o maior credor.
Em declarações ao Expresso, o administrador judicial, Jorge Calvete, diz que já “houve dezenas de investidores a manifestar interesse”. Segundo o jornal, “Vale da Rosa desperta o interesse de investidores ligados à indústria alimentar já instalados em Portugal e que já passou pelos olhos de fundos a operar no país”.
Os problemas financeiros da empresa agravaram-se quando, em 2024, o Grupo Jerónimo Martins, dono da cadeia de supermercados Pingo Doce, fechou a porta ao Vale da Rosa. Há 25 anos que lhes forneciam uvas. Perdeu essas encomendas, assim como as do Lidl, representando um corte de cerca de 50% no negócio.
Fonte da empresa garante que estão a trabalhar para ganhar novos mercados internacionais e garantir a sua recuperação.
As negociações já começaram oficialmente no início de fevereiro. Vale da Rosa, outrora considerada um “modelo agrícola e empresarial” e as suas uvas classificadas como as “melhores do mundo”, tem até ao final de abril para convencer os credores de que consegue recuperar.
Fotografia de valedarosa.com
