Tribuna Alentejo
ta_89
Negócios e Empresas

Sines: Autoridade da Concorrência quer acabar com hegemonia da Galp nos combustíveis

Desde 2004 que a Autoridade da Concorrência considera que há elevado grau de concentração e existência de barreiras à entrada nas actividades de refinação e armazenamento de combusttíveis em Sines.

É que a Galp detem a maioria da capacidade de depósitos de importação e refinaria no país, uma realidade que provoca condicionalismos ao nível do acesso a infraestruturas logísticas e limita a capacidade de importação por parte dos operadores e, como tal, afeta o grau de concorrência no sector.

Para resolver este problema bastará a ligação por oleoduto da refinaria da Galp ao porto de Sines, uma obra de 8 quilómetros e com que o governo já se comprometeu em 2016 e em 2017, mas que até agora não teve desenvolvimentos. Ainda assim e a par deste investimento o governo quer também alterar as regras de utilização das infraestruturas, que estão a cargo da CLC, empresa cujo maior accionista (65%) é a Galp.

Segundo a edição do jornal de negócios de hoje, o oleoduto de 147 quilómetros que abastece o parque de armazenamento de combustíveis de Aveiras de Cima termina precisamente na refinaria da Petrogal, pelo que o troço de quase oito quilómetros que o separa do Porto de Sines continua a ser um obstáculo às importações de produtos petrolíferos por barco.

 

 

Artigos relacionados

TEKEVER é a 3ª startup de defesa mais valiosa da Europa com avaliação de 6,4 mil milhões de dólares

Redação Alentejo

Porto de Sines quer ter uma Zona Franca com limitação de impostos para ser mais competitivo a atrair empresas

Redação Alentejo

Porto de Sines é uma das mais importantes portas de entrada e saída de mercadorias para a Europa, diz novo estudo da “Prime Mile”

Redação Alentejo

EDIA contrai novo empréstimo de 5,27 milhões de euros para pagar energia

Redação Alentejo

Alentejo coloca 7 iguarias da charcutaria tradicional nas melhores 20 portuguesas, segundo a prestigiada listagem do TasteAtlas

Redação Alentejo

Beja: projeto para “maior centro de cultivo de canábis da Europa” esfumou-se e deixou buraco de 8,5 milhões de euros

Redação Alentejo