Um forte incêndio destruiu por completo a sede distrital do partido Chega em Évora, localizada na Rua Cândido dos Reis, durante a tarde de quarta-feira. O fogo consumiu todo o recheio do espaço, que funcionava no primeiro andar do edifício, mas não causou quaisquer feridos. O incidente gerou forte estranheza junto dos responsáveis políticos devido a uma sequência de eventos invulgar. Horas antes do sinistro, as autoridades e os bombeiros já tinham sido chamados ao local para controlar um primeiro foco de incêndio no quadro elétrico geral do prédio, que ficava nas escadas de acesso. Na sequência dessa falha técnica, o fornecimento de eletricidade a todo o imóvel foi preventivamente cortado pela empresa responsável pela rede elétrica.
Cerca de duas horas e meia após o corte de energia, deflagrou o segundo incêndio, desta vez restrito ao interior da sede do Chega, sem afetar o rés do chão ou o segundo andar do edifício. César Silva, presidente da distrital do partido, admitiu publicamente que o cenário levanta muitas dúvidas, uma vez que o espaço não tinha corrente elétrica ativa que pudesse justificar um curto-circuito. No combate às chamas estiveram empenhados 16 operacionais dos Bombeiros de Évora, apoiados pela Polícia de Segurança Pública.
Face à situação, a direção do Chega emitiu um comunicado a exigir uma investigação célere, rigorosa e transparente para apurar as causas exatas do sucedido. Embora o partido recuse antecipar cenários de crime ou apontar culpados antes das conclusões das autoridades, considera que as circunstâncias são particularmente suspeitas e anunciou que se vai constituir assistente no processo judicial. A força política garantiu ainda que, independentemente da origem do fogo, manterá a sua atividade regular e a sua missão política na região de Évora.
