O Tribunal de Évora determinou a aplicação da medida de coação mais grave, a prisão preventiva, a um cidadão estrangeiro de 37 anos que foi intercetado pela Polícia de Segurança Pública a agredir a sua companheira, uma cidadã nacional de 50 anos, em plena rua. Segundo as autoridades locais, o suspeito foi capturado em flagrante delito na passada sexta-feira, dia 31 de julho, tendo a intervenção policial imediata impedido a continuidade das agressões físicas que decorriam na via pública.
O suspeito encontra-se agora formalmente indiciado por um crime de violência doméstica agravado. De acordo com os dados avançados pela Procuradoria-Geral Regional de Évora, os episódios de maus-tratos físicos e psicológicos terão começado logo no início da relação amorosa. O Ministério Público detalha que as condutas violentas e reiteradas se intensificaram a partir de fevereiro de 2026, tendo sofrido uma interrupção temporária entre abril e julho deste ano, período durante o qual o indivíduo esteve detido a cumprir uma pena de prisão efetiva por outros motivos.
Adicionalmente, o homem já se encontrava acusado por agressões anteriores cometidas contra a mesma vítima, relativas a factos que ocorreram entre janeiro e setembro de 2025. O julgamento associado a esse primeiro processo crime está já agendado para a segunda metade de setembro de 2026. Após ser submetido ao primeiro interrogatório judicial no sábado, o juiz de instrução criminal decretou, além do isolamento numa instituição prisional, a proibição absoluta de o arguido contactar a vítima por qualquer via. O inquérito criminal continua a ser instruído pela secção especializada do Departamento de Investigação e Ação Penal de Évora, contando com o apoio técnico e operacional da PSP.
