Tribuna Alentejo
Alentejo

Preço das casas subiu mais de 17% em todo o Alentejo no primeiro semestre de 2026

O mercado imobiliário no Alentejo registou fortes subidas de preços no primeiro semestre de 2026, com o Alentejo Litoral a consolidar-se como a zona mais cara da região, atingindo um valor mediano de 2.150 euros por metro quadrado após um acréscimo anual de 16,8%.
De acordo com uma análise do portal ruadecima.pt, com base nos indicadores oficiais mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados a 23 de outubro, a tendência de encarecimento da habitação estendeu-se às restantes sub-regiões alentejanas: o Baixo Alentejo liderou os ganhos percentuais com um disparo de 21% (fixando-se nos 945 €/m²), seguido de perto pelo Alentejo Central, que avançou 16,2% para os 1.250 €/m², e pelo Alto Alentejo, com um crescimento de 14,1% para os 778 €/m².
Olhando detalhadamente para a faixa litoral, onde o valor de um imóvel padrão de 100 metros quadrados escalou para os 215 mil euros, o concelho de Sines ultrapassou pela primeira vez a barreira dos 2.500 €/m², posicionando-se como o município mais dispendioso do Alentejo. Logo a seguir surge Grândola com a maior subida anual daquela sub-região (28,5%). Em Santiago do Cacém e Alcácer do Sal a valorização superou também os 22%, refletindo uma dinâmica de longo prazo que fez os preços duplicarem nestas localizações face aos registos de 2019. Em termos de volume de transações, o Litoral contabilizou 1.392 habitações comercializadas no período acumulado de um ano, o que representa um ligeiro recuo de 4,5% face ao ciclo transato.
No interior alentejano, as capitais de distrito também pressionaram os orçamentos locais. Em Évora, a fasquia média de uma habitação de 100 metros quadrados fixou-se nos 232.700 euros, traduzindo um ganho homólogo superior a 33 mil euros, enquanto em Beja o preço escalou para os 127.700 euros. O Baixo Alentejo evidenciou aumentos expressivos acima dos 30% em cinco municípios, com Moura a destacar-se ao crescer 38,4%, em contrapartida com Alvito, que foi a única exceção à regra na sub-região ao registar uma quebra de 5,6%.
Já no Alto Alentejo, Portalegre viu os preços subirem para 1.107 €/m² e o município de Avis sobressaiu com a maior valorização absoluta da zona ao disparar 40,7%. Em sentido oposto, Castelo de Vide quebrou um ciclo prolongado de ganhos ao resvalar 12,6%, ao passo que o concelho do Gavião se estabeleceu como o território mais acessível para a compra de habitação em todo o Alto Alentejo, apresentando um custo de 451 €/m².

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