Tribuna Alentejo
arroz
Alentejo Litoral

Crise na produção de arroz ameaça agricultores de Alcácer do Sal

Os produtores de arroz de Alcácer do Sal enfrentam dificuldades económicas devido ao aumento dos custos de produção e à baixa remuneração do cereal. A situação está a colocar em risco a continuidade de algumas explorações agrícolas no Vale do Sado.

Segundo o Diário do Distrito, produzir um quilograma de arroz custa cerca de 50 cêntimos, enquanto o preço de venda não ultrapassa os 40 cêntimos. A diferença representa um prejuízo de aproximadamente 10 cêntimos por quilograma, antes de contabilizados eventuais apoios, agravando a pressão financeira sobre os agricultores.

Na região, estima-se que existam entre 400 e 450 produtores de arroz e que cerca de quatro a cinco mil pessoas dependam, direta ou indiretamente, desta atividade. Perante a falta de rentabilidade, alguns agricultores ponderam abandonar a produção ou vender os terrenos, com possíveis consequências para o emprego e para as empresas e os serviços ligados à agricultura.

Além do aumento dos custos, os produtores enfrentam incertezas quanto aos preços de venda e concorrência do arroz importado de países terceiros. O setor defende condições de mercado que permitam cobrir os custos de produção e assegurar a continuidade da atividade, sem dependência exclusiva dos subsídios.

Em outubro, a Confederação dos Agricultores de Portugal alertou também para o aumento dos custos dos fatores de produção e para a falta de referências quanto ao preço de venda do arroz, fatores que dificultam o planeamento da próxima campanha agrícola.

Os produtores apelam a medidas públicas que contribuam para melhorar a remuneração do arroz nacional e garantir condições de concorrência. A situação tem particular relevância em Alcácer do Sal, onde esta cultura representa uma componente importante da economia agrícola e da atividade económica do Vale do Sado.

Perante as dificuldades, alguns agricultores começam a explorar alternativas, como a produção de arroz biológico, com o objetivo de diversificar a atividade e alcançar segmentos específicos do mercado.

A viabilidade desta opção dependerá, contudo, dos custos associados à produção e da capacidade de obter preços que compensem o investimento.

Artigos relacionados

Sines precisa de 10 milhões € para intervir com urgência na rede de saneamento e distribuição de água. Pedido já foi feito ao Governo

Redação Alentejo

Grândola faz 482 anos com um mês de comemorações

Redação Alentejo

Sobe para 11,5 toneladas a droga apreendida na costa portuguesa. Só ontem em Odemira, Sines e Figueira foram 6,5 toneladas

Redação Alentejo

Mais de meia tonelada de cocaína e haxixe deram à costa em Grândola

Redação Alentejo

Crianças de Odemira inauguram a sua nova biblioteca escolar

Redação Alentejo

Sines: Dois trabalhadores migrantes morrem soterrados em obra de novo empreendimento turístico em Porto Covo

Redação Alentejo