A saída da Microsoft de um projeto de centro de dados de inteligência artificial no Reino Unido não deverá afetar a expansão do complexo tecnológico de Sines. Segundo uma fonte familiarizada com o processo, citada pelo TEK Notícias, o investimento e o calendário previstos para a infraestrutura portuguesa mantêm-se.
O projeto britânico, desenvolvido pela Nscale em Loughton, foi afetado por constrangimentos no acesso à rede elétrica. As limitações da distribuição de energia na região de Londres terão adiado a disponibilidade de eletricidade para depois de 2030, comprometendo o calendário inicialmente previsto.
A Microsoft esclareceu que a decisão diz respeito apenas àquele local e reiterou o compromisso com a parceria global com a Nscale.
Em Sines, a colaboração entre a Microsoft, a Nscale e a Start Campus prevê um reforço significativo da capacidade de processamento destinada à inteligência artificial.
Em maio, a Nscale anunciou um investimento adicional de 230 milhões de euros em infraestruturas partilhadas e de 465 milhões de euros na construção de um segundo edifício, com uma capacidade de 200 megawatts.
O acordo prevê a instalação de mais de 66 mil unidades de processamento gráfico NVIDIA Vera Rubin, cuja implementação deverá começar no final de 2027. Estas unidades acrescem às mais de 12.600 NVIDIA Blackwell Ultra previstas para o primeiro edifício do complexo, destinado a assegurar serviços de computação para a Microsoft.
Promovido pela Start Campus, o campus de dados de Sines tem uma capacidade total projetada de 1,2 gigawatts e integra a estratégia de desenvolvimento de infraestruturas de computação em nuvem e inteligência artificial.
A decisão relativa ao projeto britânico evidencia a importância do acesso à energia para a instalação e expansão de centros de dados de grande dimensão. No caso do Reino Unido, os constrangimentos identificados estão associados à rede elétrica local, não existindo, segundo a informação divulgada, indicação de que afetem os planos para Sines.
