Os estudantes da Universidade de Évora vão manifestar-se no dia 28 de outubro, às 13h00, junto à entrada do Colégio do Espírito Santo, contra a possibilidade de aumento das propinas no ensino superior. A iniciativa é promovida pelo movimento Já Não Dá Mais – UÉvora, que contesta as políticas do Governo para o setor e reivindica melhores condições para a comunidade académica.
Entre as principais preocupações dos estudantes está a intenção de descongelar as propinas, prevista na proposta de Orçamento do Estado para 2027. A medida poderá permitir a atualização do valor máximo anual a partir do ano letivo de 2027/2028. No ano letivo de 2026/2027, a propina máxima das licenciaturas e dos mestrados integrados para estudantes nacionais e da União Europeia mantém-se nos 697 euros anuais.
O movimento considera que o ensino superior continua a ser marcado pelo subfinanciamento das instituições e alerta para a degradação das condições de funcionamento das universidades. Os estudantes contestam também o aumento dos preços nas residências públicas e o que classificam como incumprimento do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior.
Outra das críticas incide sobre as alterações previstas na ação social e no Regime Jurídico dos Graus e Diplomas, que os promotores do protesto consideram poder reduzir o acesso a bolsas e dificultar a frequência do ensino superior por parte de estudantes com menos recursos económicos.
A contestação surge num contexto em que as despesas com alojamento, alimentação e transportes representam uma parte significativa dos encargos dos estudantes. A Associação Académica da Universidade de Évora tem igualmente manifestado oposição ao descongelamento das propinas e está envolvida na preparação de uma manifestação nacional, prevista para novembro, em Lisboa, cuja data ainda não foi anunciada.
Com o protesto de 28 de outubro, os estudantes de Évora pretendem exigir a manutenção do congelamento das propinas, o reforço da oferta de residências públicas e a melhoria das condições de ensino. O movimento defende um ensino superior público, gratuito, democrático e de qualidade.
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