O aeroporto de Beja vai contar, no “final do primeiro semestre” do próximo ano, com um posto de turismo para conferir visibilidade à região do Alentejo e melhorar as condições de hospitalidade, avançou o presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo, José Manuel Santos.
De acordo com o responsável, citado pela agência Lusa e pelo jornal Público, este posto de turismo vai tornar possível “construir, gerir e fortalecer a perceção da marca “Alentejo” perante a comunidade turística”, conferindo-lhe assim, visibilidade e, ao mesmo tempo, melhorar as condições de hospitalidade para captar a atenção de novos públicos.
“O espaço já existia, mas não estava devidamente regularizado e agora já está. Existe um acordo escrito e um contrato que firma a possibilidade da sua utilização. E a nossa ideia é “brandizar” aquele espaço com a imagem “Alentejo” [e ao mesmo tempo] fazer com que as pessoas se sintam bem recebidas”, explicou, em declarações à Lusa.
Este novo espaço, que se prevê que entre em funcionamento “em junho de 2026”, surge na sequência de uma parceria entre a ERT Alentejo e o Instituto Politécnico de Beja (IPBeja).
“Temos uma ideia clara de que a infraestrutura vai começar a ser mais utilizada por visitantes, [ou seja], passageiros que desembarcam por lazer, seja turismo residencial ou cinegético, e, portanto, há essa preocupação de termos um bom atendimento e uma política de hospitalidade”, afirmou, frisando ainda que, hoje em dia, muitos dos passageiros que desembarcam em Beja “não sabem que estão no Alentejo”.
A operacionalidade do posto fica a cargo de uma equipa de atendimento do IPBeja que, numa fase inicial, vai estar presente nos dias de chegada de aviões de passageiros, recebendo os visitantes e oferecendo-lhes um kit de boas-vindas.
A aposta nesta equipa e a “atualização da imagem” vão conferir, segundo o presidente da ERT do Alentejo, “visibilidade e notoriedade ao destino”, possibilitando uma maior afirmação e exploração do aeroporto e do turismo.
Estão ainda previstas “pequenas ações e iniciativas” de formação e capacitação destinadas aos profissionais daquele espaço – agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Autoridade Tributária (AT).
“Pensamos também que esses funcionários, que lidam diariamente com os visitantes, que têm um papel muito importante nas suas funções e que são imprescindíveis para o funcionamento do aeroporto, devem estar sensibilizados para receber e acolher bem, tendo uma função supletiva”, referiu.
O responsável notou ainda que, no ano passado, foram registados 600 movimentos de aviação e 30 “charters” não regulares naquele aeroporto.
Fotografia de tnews.pt
