23 Novembro 2018      11:15

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PCP endurece discurso contra Adelaide Teixeira em Portalegre

Falta de confiança, de lealdade política e autoritarismo são algumas das acusações que o PCP tem dirigido a Adelaide Teixeira, presidente independente da Câmara de Portalegre e que governou o município até outubro passado suportada por uma coligação que envolvia o próprio PCP e o também o PSD.

E os problemas começaram precisamente pelo "rompimento" do acordo chamado de tripartido e que envolvia o movimento independente (CLIP) que governa a autarquia de Portalegre, a CDU e o PSD. 

O acordo, assinado em outubro de 2017, permitia estabilidade governativa, dado que o CLIP, embora tendo vencido as eleições, não dispunha nem dispõe de maioria absoluta na Câmara e na Assembleia Municipal de Portalegre. De fora ficaram então os eleitos do PS, segundo Adelaide Teixeira "por não ter encontrado no programa eleitoral dos socialistas convergências com o do CLIP, ao contrário dos programas da CDU e do PSD".

O acordo foi então subscrito pelos três eleitos do CLIP, Adelaide Teixeira, Nuno Lacão e João Cardoso, e pelos eleitos do PCP, Luís Pargana, e do PSD, Armando Varela, que, em resultado desse acordo, distribuiram mandatos de vereação a tempo inteiro, com pelouros.

Os primeiros problemas surgiram em outubro deste ano com a renúncia aos pelouros do vereador do PCP Luís Pargana, acusando a presidente do município de falta de confiança e lealdade política". Segundo Pargana a Presidente do Município procurou "atirar o odioso do que corre mal para os outros, ao mesmo tempo que se faz para que corra mal, de forma a poder guardar para si aquilo que for positivo, ainda que feito pelos outros", acusações que Adelaide Teixeira rejeitou então.

A crise política agudizou-se com o PSD a abandonar também o acordo, por considerar "que a postura errática, a falta de cultura democrática e a clara incompetência da CLIP em gerir o “Acordo Tripartido” e o concelho de Portalegre conduziu a esta situação de instabilidade política local" e que a CDU ao abandonar o acordo, significava a sua dissolução, esclarecendo o PSD que voltava à sua condição de partido da oposição e pedindo ao vereador Armando Varela, "que renuncie aos pelouros que lhe foram atribuídos".

O que é certo é que Armando Varela não renunciou enquanto vereador, o que lhe custou a confiança política que lhe foi retirada pelo PSD e Adelaide Teixeira, também ela saída do PSD, tem garantido a governabilidade do município, com uma nova maioria a suportá-la, mas o PCP parece não estar convencido com a solução e tem endurecido o discurso contra a Presidente, acusando-a agora de "incumprimento" do prazo para a apresentação do Orçamento e das Grandes Opções do Plano, que a lei determina sejam aprovados pela Câmara até ao final de outubro e pela Assembleia Municipal até final de novembro.

 

Imagem de capa de portalalentejano.com

 

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