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Odemira promove viola campaniça em laboratório

O município de Odemira vai acolher, de 31 de maio a 30 de junho, o Laboratório de Intervenção Territorial “Odemira: Da paisagem à sonoridade”, com o objetivo de dar a conhecer “duas grandes áreas de produção artesanal que marcam a região: a construção da Viola Campaniça e a produção de peças artesanais com fibras vegetais silvestres, com especial destaque para o esparto”.

Em comunicado, a Câmara Municipal de Odemira adianta que este laboratório, integrado no Fórum “Artes e Ofícios: Transmitir o Fazer”, é promovido pela Direção-Geral das Artes, através do Programa Nacional Saber Fazer, pelo município de Odemira e pela CACO – Associação de Artesãos do Concelho de Odemira.

A iniciativa inclui a segunda itinerância da exposição “Produção artesanal portuguesa: a atualidade do saber-fazer ancestral”, que integra peças produzidas em Odemira.

A inauguração desta mostra está agendada para o dia 1 de junho, pelas 17:30, na Biblioteca Municipal José Saramago, e contará com a presença do Diretor-Geral das Artes, Américo Rodrigues.

Além disso, ao longo do mês de junho serão dinamizadas visitas guiadas à exposição, mediante marcação, bem como visitas ao Centro CVVCCI – Centro de Valorização da Viola Campaniça e do Cante de Improviso, em São Martinho das Amoreiras.

No dia 30, o Quintal da Música recebe uma conversa informal em torno da Viola Campaniça, momento de lançamento da Rota da Viola de Arame e apresentação do Livro, seguido por momento musical.

No âmbito do Laboratório de Intervenção Territorial, serão ainda promovidas oficinas de experimentação nos agrupamentos de escolas de Sabóia e Vila Nova de Milfontes, dedicadas ao esparto e à viola campaniça, em parceria com o Plano Nacional das Artes, e oficinas abertas ao público interessado nas duas práticas artesanais.

Segundo a mesma fonte, a iniciativa do Programa Nacional Saber Fazer “configura uma proposta de dinamização local das práticas artesanais com maior expressão regional, através do encontro, da cocriação, interdisciplinaridade e experimentação”.

Os Laboratórios de Intervenção Territorial “promovem um diálogo entre diferentes interlocutores de diversas áreas, tendo como preocupação dar voz aos profissionais que se encontram no centro do conhecimento técnico, produção, distribuição e comercialização dos produtos que desenvolvem nas atividades em destaque”, acrescenta a autarquia.

 

Fotografia de jf-saomartinhodasamoreiras.pt

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