A Câmara Municipal de Odemira manifestou a sua “preocupação e oposição” perante o encerramento das 16 vagas da Unidade de Longa Duração da Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) de Odemira, devido às dificuldades na contratação de recursos humanos.
Em comunicado, a autarquia explica que esta decisão de encerramento “representa um grave retrocesso no acesso aos cuidados de saúde e apoio social no concelho de Odemira, afetando diretamente a população mais vulnerável como os idosos, pessoas em situação de dependência prolongada e sem retaguarda familiar”.
Assinalando que o concelho de Odemira tem uma área “que dificulta o acesso a serviços de saúde, sobretudo em zonas rurais e isoladas”, e que “mais de 25% da população residente tem 65 ou mais anos”, o município justifica que a UCCI tem sido “uma resposta essencial” no concelho.
Neste sentido, em Assembleia Municipal, a autarquia vai enviar a moção ao Ministério da Saúde, ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, à Administração Regional de Saúde do Alentejo e à Santa Casa da Misericórdia de Odemira, pedindo que “reavaliem e revertam esta decisão, assegurando os recursos humanos e financeiros necessários à manutenção plena da unidade”.
Além disso, a mesma fonte exige à União das Misericórdias Portuguesas “a revisão das tabelas salariais de forma que se tornem competitivas com as condições praticadas no setor público e privado e assim se permita a fixação de profissionais nestas instituições”.
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