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Exposições

Museu da Tapeçaria de Portalegre celebra 20 anos e já recebeu 134 mil visitantes

O Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino vai assinalar, no sábado, o seu 20.º aniversário com três exposições e uma conferência, tendo este espaço recebido ao longo dos anos cerca de 134 mil visitantes, avança a Lusa.

Segundo o município, o aniversário é assinalado a partir das 17:30, com a inauguração das exposições “Entre Linhas”, de Fátima Frade, “A Tapeçaria e os Artistas”, uma exposição permanente renovada, e “Reis, Poetas e Navegadores”, de Costa Pinheiro.

Pelas 18:30 está prevista uma visita guiada por Bruno Marques à exposição “Reis, Poetas e Navegadores”, seguindo-se uma conferência subordinada ao tema “Retratos imaginários de heróis nacionais”.

O museu, que nasce da arte desenvolvida pelas tecedeiras de Portalegre em meados do século XX, recebeu ao longo de duas décadas cerca de 134 mil visitantes, segundo dados do município.

O grande diferencial da Tapeçaria de Portalegre assenta na manufatura que permite desenhar um contorno quase perfeito, uma luz e textura inigualáveis, capazes de conferir conforto e eloquência a qualquer espaço. Considerado como a “catedral” do chamado “ponto de Portalegre”, o museu é um espaço que enaltece a tapeçaria mural portuguesa e a arte contemporânea.

Inaugurado a 14 de julho de 2001, o Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino presta homenagem ao industrial Guy Fino, que colocou Portugal na lista dos grandes produtores internacionais de tapeçaria artística. Com áreas para exposições permanentes e temporárias, o espaço tem características únicas, entre as muralhas, medieval e setecentista, da cidade.

No piso térreo do museu é possível conhecer a história e a técnica de execução das Tapeçarias de Portalegre, enquanto no primeiro piso estão expostas obras de tapeçaria desde os finais da década de 1940 até à atualidade.

Neste espaço podem ser também apreciadas obras de vários autores, como Almada Negreiros, António Charrua, António Dacosta, Carlos Botelho, Eduardo Nery, Emília Nadal, Graça Morais, Jorge Martins, Júlio Pomar, Lourdes Castro, Manuel Amado, Manuel Cargaleiro, Menez, Nadir Afonso, Vieira da Silva, Bruno Munari, Jean Lurçat e Le Corbusier.

O museu possui ainda uma divisão alternativa para exposições e um auditório com capacidade para 112 pessoas, além de um jardim e espaços públicos com capacidade de adaptação a diversas atividades de caráter cultural, artístico e lúdico.

Ao longo de duas décadas, o espaço tem também acolhido exposições consideradas “emblemáticas” pelo município, tais como a “Tapeçaria e desenho”, de Cruzeiro Seixas, “A garota do Calhau”, de Nini Andrade Silva, “Vieira da Silva e outros retratos”, de João Cutileiro, e as mostras dedicadas a Almada Negreiros e Maria Keil.

 

Fotografia de viagens.sapo.pt

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