A Câmara Municipal de Montemor-o-Novo exigiu ao Governo e aos responsáveis do Serviço Nacional de Saúde (SNS) a reabertura imediata das extensões de saúde das freguesias de Silveiras, S. Cristóvão, Cortiçadas de Lavre e Lavre, encerradas alegadamente de forma temporária. A autarquia classifica a situação como "inaceitável" e um "atentado ao direito à saúde" consagrado na Constituição da República Portuguesa.
Os encerramentos afetam metade das freguesias rurais do concelho, as mais afastadas da cidade e com populações mais envelhecidas, de menor mobilidade e de baixos rendimentos. Na freguesia das Silveiras, a falta de médico de família prolonga-se desde janeiro e deverá estender-se, pelo menos, até maio ou junho.
A autarquia recorda que situações semelhantes se têm verificado noutras freguesias do concelho. Em S. Geraldo, o posto médico foi encerrado, mas os profissionais de saúde continuam a passar pelo local para prestar serviço no Ciborro, para onde a população de S. Geraldo tem de se deslocar. A câmara alerta ainda para a possibilidade de encerramento do Serviço de Urgência Básico, tema que volta a ser discutido.
A Câmara Municipal de Montemor-o-Novo anuncia que tomará as medidas que entender adequadas, incluindo a mobilização de utentes e populações, para garantir o funcionamento integral das extensões de saúde do concelho.
