O presidente da Câmara de Monforte, Miguel Rasquinho, manifestou esta segunda-feira forte preocupação com a possibilidade de o futuro Campo de Tiro da Força Aérea Portuguesa (FAP) ocupar uma “faixa significativa” do seu concelho, no distrito de Portalegre. O projeto, anunciado em março pelo ministro da Defesa Nacional para o município vizinho de Alter do Chão, prevê uma dimensão de cerca de 7.500 hectares, mas os mapas conhecidos indicam que a infraestrutura poderá avançar sobre o território de Monforte, afetando diretamente áreas agrícolas e pecuárias onde há pessoas a residir.
O autarca socialista alertou para o impacto socioeconómico severo na região, sublinhando que a ocupação destes terrenos vai destruir empregos e riqueza local sem trazer qualquer benefício visível para o Alto Alentejo. Miguel Rasquinho, que já se reuniu com os agricultores afetados, revelou ainda que a zona em questão é atravessada por um gasoduto — facto que já comunicou ao Ministério da Defesa Nacional —, acrescentando que, embora o município não se declare formalmente contra o projeto, exige conhecer as vantagens e os estudos de impacto ambiental e socioeconómico.
