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Alto Alentejo

Fortaleza de Marvão mais perto de ser Património Mundial da UNESCO

O Município de Marvão assinalou, esta sexta-feira, os 127 anos da restauração do concelho, após três anos de anexação a Castelo de Vide, com iniciativas que celebram a identidade e resistência do território. A cerimónia contou com a apresentação de dois projetos marcantes: o dossier final da candidatura das Fortalezas Abaluartadas da Raia a Património Mundial da UNESCO e o plano de requalificação do Baluarte do Torrejão.

O presidente da Câmara de Marvão, Luís Vitorino, destacou a relevância de comemorar a data, que simboliza a independência política do concelho, e sublinhou o culminar de quase uma década de trabalho na candidatura das Fortalezas Abaluartadas. Este projeto, que envolve também os municípios de Almeida e Valença, será submetido à UNESCO até ao final de janeiro, com decisão esperada em 2026.

A vice-presidente da CCDR Alentejo, Ana Paula Amendoeira, presente no evento, classificou a candidatura como uma "bandeira de resiliência" do interior de Portugal, destacando a sua importância para combater o abandono e valorizar a região. O património incluído no projeto abrange as fortificações de Marvão, Valença e a Praça-Forte de Almeida, exemplos notáveis da arquitetura militar dos séculos XVII e XVIII.

A raia luso-espanhola, reconhecida como a fronteira mais antiga do mundo, estende-se por 1.319 quilómetros e é uma das zonas mais fortificadas da Europa, sublinhando a relevância histórica e cultural desta candidatura. A requalificação do Baluarte do Torrejão surge como mais um passo no compromisso de Marvão em preservar e valorizar o seu património.

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