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Em Ourique, há 883 anos, Portugal ganhou um Rei

Foi a 25 de julho de 1139, há 883 anos, que se deu a célebre batalha de Ourique, após a qual o príncipe Afonso Henriques assumiu o título de “rei dos portugueses”, sendo assim considerada um marco inquestionável da nossa independência.

Reza a história que seria também este o provável dia de aniversário de D. Afonso Henriques, sendo também dia de S. Tiago, patrono da luta contra os mouros.

Nesta batalha, que terá decorrido nos campos alentejanos perto de Ourique (embora alguns historiadores apontem esta localização geográfica como improvável), enfrentaram-se os exércitos de Afonso Henriques e, em número superior, o exército muçulmano composto de homens dos reinos Mouros de Sevilha, Badajoz, Elvas, Évora e Beja.

Perante tamanha vitória, o rei mouro, Esmar – sobrinho do rei Ali – conseguiu fugir e salvar a vida; sorte diferente dos outros 4 reis mouros.

Após uma vitória retumbante para as hostes portugueses face ao poderio muçulmano, com uma grande dose de adrenalina e motivação, Afonso Henriques ter-se-á proclamado “rei dos portugueses”. Outra versão, relata que poderão ter sido as tropas a fazê-lo. Seja como for, desde 1140, a chancelaria começou a usar a intitulação Rex Portugallensis (Rei dos Portucalenses ou Rei dos Portugueses).

Pelo meio, há a história de um milagre em que Jesus Cristo terá aparecido a Afonso Henriques e dado uma garantia de garantia da vitória numa batalha que se avizinhava desequilibrada para o lado mouro. Terá assegurado a Afonso Henriques que “IN HOC SIGNO VINCES” (do latim, «Com este sinal vencerás!»), assegurando-lhe a vitória e a proteção futura do reino português, guardado para grandes feitos. Este “aparecimento” foi o grande motivador das hostes portuguesas na batalha e teve o resultado que todos conhecem.

Marcas desta batalha sentem-se ainda hoje na bandeira nacional, uma vez que desta batalha advém a simbologia das cinco quinas – representando as Cinco Chagas de Jesus e os cinco reis mouros vencidos na batalha – presente no brasão e bandeira nacional.

Três anos depois, em 1143, o Rei de Leão aceitou esse título no Tratado de Zamora, situação que ajudou a confirmar Portugal como reino independente e Afonso Henriques seu rei, em 1179, com a bula Manifestis Probatum do Papa Alexandre III.

 

Imagem da obra “O Milagre de Ourique” , de 1793, da autoria do pintor Domingos Sequeira – em

 

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