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Baixo Alentejo

Circulação de comboios em Beja vai ser reforçada, garante a CP

A CP garantiu esta semana ao Município de Beja que os problemas na linha ferroviária que a ligação Beja-Casa Branca vão começar a ser resolvidos no segundo trimestre do próximo ano, com o reforço de unidades circulantes, através da transferência de automotoras vindas do norte do país.

Paulo Arsénio, presidente da Câmara de Beja, adianta que a CP está ciente dos constantes atrasos e supressões das composições ferroviárias neste troço e que assumiu "minimizar o problema" através de um reforço de composições naquela linha, contudo o autarca considera que o problema só estará definitivamente ultrapassado com a eletrificação da linha, que pretende ver assegurada no Plano Nacional de Investimentos 2030 e na compra de 12 unidades bimodais que permitirão ligações directas a Beja-Lisboa "com ou sem electrificação da linha". Acontece que estas só chegarão entre 2023 e 2024.

Com composições com uma média de idades superior a 50 anos e com atrasos frequentes, a CP tem suprimido várias ligações que fazem o trajeto Beja/Casa Branca/Beja substituindo-as por ligações feitas em autocarros, o que gera descontentamento e protestos dos passageiros, particularmente os que usam aquele meio de transporte para irem trabalhar. O problema tem vindo a agudizar-se desde 2016 e é justificado pela CP com os problemas naquela linha, que decorrem da falta de eletrificação e limitam a utilização de automotoras "velhas, lentas e de manutenção cara".

O problema dos comboios levou Paulo Arsénio, presidente da Câmara de Beja, a exigir à CP a compra de novas composições "enquanto a linha não é eletrificada", e levou Pedro do Carmo, deputado do PS eleito por Beja a pedir que o Portugal 2020, negociado pelo anterior Governo PSD/CDS-PP, e que não contemplou "nenhuma resposta de requalificação da oferta ferroviária para o Baixo Alentejo", dê agora resposta a este problema.

Entretanto o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, anunciou aquando o debate do Orçamento do Estado para 2018, que iria dar prioridade à aquisição do material circulante para as linhas do Alentejo, Oeste e Douro, permitindo a ligação direta Beja/Lisboa já em 2018, porque a eletrificação daquela linha não estaria contemplada no Plano Ferrovia 2020 e teria que ser concretizada através do Orçamento do Estado.

Entretanto a CP continua a suprimir ligações nesta linha e o movimento de cidadãos Beja Merece + chegou a organizar em maio deste ano um protesto a que chamou "Ocupar Lisboa" e que levou de autocarro a população de Baixo Alentejo a Lisboa para mostrar à capital que o "Baixo Alentejo existe". 

Imagem de capa de Jorge Lopes.

 

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