Os prejuízos provocados pelas cheias em Alcácer do Sal atingem já 107 milhões de euros, dos quais cerca de 80 milhões dizem respeito a infraestruturas, equipamentos e edifícios municipais. Os dados foram revelados pelo vice-presidente da Câmara Municipal, António Grilo, quase dois meses após as inundações que afetaram o concelho, em especial a zona ribeirinha junto ao Rio Sado.
O balanço inclui ainda 12,5 milhões de euros em prejuízos no comércio e serviços e cerca de 10 milhões de euros em danos em infraestruturas do Estado. Os setores da agricultura e das pescas não estão ainda contabilizados neste valor, que o autarca classifica como "dinâmico" e que deverá ser consolidado até ao final do mês ou meados do próximo.
Entre os danos mais significativos destaca-se a Ponte de São Romão do Sado, que ficou "inoperacional e carece de uma intervenção com um custo elevadíssimo", bem como danos no Parque Urbano, na frente ribeirinha, em diversas vias e no património histórico do concelho — para o qual não é possível apurar um valor exato de reposição.
A autarquia aguarda ainda por apoios do Governo e negoceia com seguradoras. António Grilo garantiu que, até à data, o município não recebeu qualquer montante para fazer face aos prejuízos. Na quinta-feira, iniciaram-se os pagamentos de apoio a habitações particulares, através da CCDR Alentejo, com 26 processos em condições de serem ressarcidos de um total de 109 submetidos. Os apoios ao comércio local, uma das principais reivindicações da autarquia, aguardam ainda medidas concretas por parte do Governo.
