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Évora já tem 7 candidatos à Câmara

A Câmara Municipal de Évora já tem sete candidatos a presidente para as próximas eleições autárquicas, a ter lugar no dia 12 de outubro.

Segundo a agência Lusa, a CDU, PS, PSD/CDS-PP/PPM, Movimento Cuidar de Évora (MCE), Chega e Bloco de Esquerda já divulgaram os respetivos cabeças de lista, enquanto a Iniciativa Liberal prometeu, no início do ano, que iria concorrer pela primeira vez, mas ainda não anunciou o candidato.

O atual presidente eleito pela CDU, Carlos Pinto de Sá, está fora da corrida, tendo a coligação liderada pelo PCP escolhido para candidato o eurodeputado João Oliveira, de 45 anos, advogado, antigo deputado e ex-líder parlamentar do partido.

O PS também optou por um antigo líder parlamentar do partido, Carlos Zorrinho, de 66 anos, professor catedrático, que já teve vários cargos, como deputado, eurodeputado, secretário de Estado.

Em declarações à Lusa aquando da aprovação da sua candidatura, Carlos Zorrinho disse que “entre os eborenses há um grande sentimento de desânimo, até de algum descontentamento” e “é necessário um novo impulso”.

Note-se que, em quase 50 anos, desde as primeiras eleições autárquicas pós-25 de Abril, realizadas em 1976, esta câmara só conheceu a gestão de duas forças políticas, as coligações lideradas pelo PCP e o PS, costumando ser renhida a disputa entre comunistas e socialistas.

A candidatura de Henrique Sim-Sim, de 52 anos, vereador, líder da concelhia local do PSD e funcionário da Fundação Eugénio de Almeida, pela coligação PSD/CDS-PP/PPM é uma das duas repetentes (foi a terceira mais votada em 2021) e procura intrometer-se na luta.

Acreditando que, desta vez, terá a “confiança” da população para liderar os destinos da câmara, o candidato prometeu, em declarações à Lusa, “resolver os problemas da cidade e dar um futuro mais ambicioso” ao concelho.

A outra candidatura repetente, a única liderada até agora por uma mulher e que também quer ter uma palavra a dizer é a da também vereadora Florbela Fernandes, de 53 anos, que trabalha na Câmara de Beja, pelo MCE, que, nas eleições de 2021, ficou em 4.º lugar.

“O que nos distingue das outras candidaturas é que somos a única que só serve os eborenses e Évora, não temos mais ninguém a quem obedecer”, afirmou Florbela Fernandes, em março deste ano, numa conferência de imprensa de apresentação da candidatura.

Já o Chega volta a apresentar-se a sufrágio em Évora, depois de, na primeira vez em que concorreu, há quatro anos, ter conseguido eleger um deputado municipal, apostando agora no empresário dos setores imobiliário e agrícola Ruben Miguéis, de 41 anos.

“Évora é uma cidade que tem tudo para ser melhor do que é”, considerou Ruben Miguéis, em declarações à Lusa na altura do anúncio da sua candidatura, definindo como principal prioridade a área da habitação.

Pelo Bloco de Esquerda, o cabeça de lista é o único deputado municipal do partido em Évora, Bruno Martins, de 42 anos, psicólogo de profissão e também dirigente nacional dos bloquistas.

“O direito à habitação, proteção do ambiente, mobilidade, cuidado do espaço público, combate à pobreza e defesa da cultura”, são respostas para que “a autarquia represente um espaço de transformação política e social”, disse Bruno Martins.

 

Fotografia de viagensecaminhos.com

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