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Bloco de Esquerda quer travar “monoculturas intensivas” no Alentejo

O BE esteve em Serpa para debater a questão das monoculturas em torno de Alqueva, num encontro que contou com o arqueólogo Cláudio Torres e Maria José Roxo, coordenadora científica pelo Centro Experimental de Erosão de Vale Formoso. Os problemas com a erosão, sobrecarga de pesticidas e contaminação das linhas de água decorrem das monocultura intensivas, que o BE pretende limitar através de "iniciativas legislativas".

Neste debate foi ainda abordada a questão em torno do preço da água de Alqueva e, para o BE, é preciso acautelar o abastecimento das populações "em contexto de seca severa" e que o alargamento do perímetro de rega de Alqueva não pode significar risco para essas populações.

O BE, através de Catarina Martins, já tinha declarada em outubro passado a propósito das monoculturas intensivas em Alqueva que estas "não criam emprego propriamente na região, não têm depois valor acrescentado, uma vez que o que é produzido aqui sai imediatamente antes da transformação e, portanto, não há aqui criação de valor, de emprego, e têm tido danos a vários níveis, ambientais desde logo".

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