O líder do Chega, André Ventura, manifestou a forte convicção de que o incêndio na sede do partido em Évora teve origem criminosa, descartando qualquer falha técnica. Em declarações sobre o incidente ao Correio da Manhã ocorrido há poucos dias no centro histórico da cidade, o dirigente baseou as suas suspeitas no relatório dos bombeiros, que confirma que a eletricidade do edifício já se encontrava totalmente desligada pela distribuidora de energia.
De acordo com o documento operacional, os bombeiros foram obrigados a regressar ao edifício arrendado apenas duas horas após terem extinguido um primeiro incêndio. Este segundo foco, detetado no primeiro andar, propagou-se rapidamente e forçou a evacuação preventiva das habitações vizinhas. A inspeção realizada com o apoio de um drone e o posterior rescaldo revelaram que todos os disjuntores estavam desativados e que o ponto de maior concentração de calor residual se localizava junto a uma das janelas, reforçando a tese de intervenção humana. O partido não dispunha de seguro para os bens decorativos e logísticos, estimando-se que a destruição do mobiliário, eletrodomésticos e material de campanha tenha causado um prejuízo total de três mil euros.
Hoje, um dia depois destas declarações, a sede do Chega em Évora teve o seu terceiro incêndio.
