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Saúde

ALENTEJO COM CARÊNCIA DE MÉDICOS

Após a notícia de que, desde janeiro, o Alentejo tinha recebido cerca de 64 enfermeiros desde o início do ano, surge agora uma outra: o Alentejo tem carências graves de pessoal médico e o Governo já decidiu que unidades de saúde, e em que especialidades, vão receber médicos abrangidos por incentivos especiais monetários e de outros tipos.

Após a notícia de que, desde janeiro, o Alentejo tinha recebido cerca de  64 enfermeiros desde o início do ano, surge agora uma outra: o Alentejo tem carências graves de pessoal médico e o Governo já decidiu que unidades de saúde, e em que especialidades, vão receber médicos abrangidos por incentivos especiais monetários e de outros tipos.

Foi criada, em junho, uma legislação especial que permite incentivos aos clínicos que trabalhem em zonas carenciadas de médicos e agora, num trabalho conjunto dos ministérios das Finanças e da Saúde, foram definiram as zonas carenciadas e o Alentejo surge à cabeça da lista.

Para colmatar as carências e as necessidades, prevê-se que, ao fim de cinco anos de trabalho numa zona tida como carenciada, cada médico poderá receber até 21 mil euros em incentivos: nos primeiros seis meses, de 1000 euros mensais, no segundo semestre passa a 500 e, nos quatro anos seguintes a 250 euros mensais. Se o médico decidir deixar o serviço antes do prazo dos cinco anos será obrigado a devolver uma parte desse incentivo.

Estão ainda previstos compensações das despesas de deslocação e transporte e a garantia de transferência escolar dos filhos, bem como um aumento da duração do período de férias.

Segundo o documento – que será publicado brevemente em Diário da República – e a que o jornal “Público” teve acesso, em 14 unidades de saúde do país, as especialidades médicas em falta são 8: Cardiologia, Cirurgia Geral, Ginecologia/Obstetrícia, Medicina Interna, Ortopedia, Pediatria Médica, Psiquiatria e Urologia.

Com exceção do serviço de Urologia, o Alentejo (Baixo Alentejo, Litoral Alentejano e Norte Alentejano) necessitam todas elas, e, no caso da Ortopedia, também o Hospital do Espírito Santo de Évora, E.P.E. é referido como tendo graves carências.

 “Para a definição de zonas qualificadas como carenciadas, atende-se, por um lado, ao número de médicos da especialidade correspondente em cada um dos serviços e estabelecimentos de saúde e, por outro, ao peso relativo destes profissionais no universo do SNS”, refere o despacho que prevê ainda nova lista com mais necessidades que não venham focadas neste.

Fica a lista de necessidades do Alentejo, por especialidade:

Lista completa das zonas carenciadas por especialidade/instituição
Cardiologia
Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, E.P.E.
Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, E.P.E.
Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, E.P.E.
 

Cirurgia geral
Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, E.P.E.
Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, E.P.E.
Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, E.P.E.
 

Ginecologia/Obstetrícia
Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, E.P.E.
 

Medicina Interna
Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, E.P.E.
Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, E.P.E.
Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, E.P.E.
 

Ortopedia
Hospital do Espírito Santo de Évora, E.P.E.
Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, E.P
Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, E.P.E.
Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, E.P.E.
 

Pediatria Médica
Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, E.P.E.
Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, E.P.E.
 

Psiquiatria
Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, E.P.E.
Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, E.P.E.
 

Imagem daqui

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