Tribuna Alentejo
telemovel
Negócios e Empresas

Aldeia em Arraiolos “sem acesso” a comunicações eletrónicas

A delegação do Alentejo da DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor denunciou à Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) a alegada “fraca qualidade do serviço” de comunicações eletrónicas existente em Vale do Pereiro, no concelho de Arraiolos.

Neide Brás, jurista da delegação do Alentejo da DECO, indicou à Lusa que “denunciámos a situação junto da entidade reguladora, a Anacom, no sentido de a alertar para a existência deste problema e tentar que, de alguma forma, se posicione para garantir os direitos dos consumidores”.

Segundo a responsável, a “fraca qualidade do serviço” de comunicações nesta aldeia coloca cerca de 200 habitantes “sem acesso à Internet, telefone e televisão”. Neide Brás acrescenta ainda que a DECO Alentejo tem recebido, desde maio deste ano, reclamações de “alguns consumidores” de Vale do Pereiro sobre a indisponibilidade do serviço de comunicações eletrónicas, nomeadamente Internet e televisão.

“Houve pessoas que ficaram cerca de duas semanas sem o serviço”, disse, salientando que, mesmo após o serviço ser reposto pela operadora, alguns consumidores “continuam a ter interrupções e cortes esporádicos durante o dia”.

Outros clientes queixam-se que “nunca conseguem atingir os níveis de velocidade de Internet que tinham sido contratados” e que o serviço de televisão fica sem imagem “durante várias horas e, às vezes até, durante vários dias”.

De acordo com a jurista, a associação de defesa de consumidor já contactou a Altice Portugal e a resposta da empresa foi que “não tinha registo de participações de anomalias ou que a situação já tinha sido reposta”.

“Mas o que é certo é que estes constrangimentos continuam a verificar-se”, assinalou, lembrando que uma equipa da delegação do Alentejo da DECO deslocou-se à aldeia, em junho passado, para ouvir os consumidores.

Advertindo que a rede de comunicações móveis também “é quase inexistente” na zona, Neide Brás contou que o problema “não permitiu que os consumidores comunicassem a existência desta avaria junto da própria MEO”, que pertence à Altice Portugal.

“A MEO exigia que as reclamações fossem apresentadas através do número associado ao contrato, mas, sem linha ativa e rede móvel, os consumidores estavam literalmente incontactáveis e não conseguiam contactar a ninguém”, notou.

A jurista considerou a situação ainda “mais gravosa” tendo em conta o “valor exorbitante” que estes consumidores pagam de serviços de telecomunicações, referindo que as faturas mensais vão desde os 50 até aos 100 euros.

Contudo, “a situação não é exclusiva de Vale do Pereiro”, garantiu Neide Brás, acrescentando que existem “situações idênticas relatadas por vários consumidores” em várias aldeias da região alentejana.

Artigos relacionados

TEKEVER é a 3ª startup de defesa mais valiosa da Europa com avaliação de 6,4 mil milhões de dólares

Redação Alentejo

Porto de Sines quer ter uma Zona Franca com limitação de impostos para ser mais competitivo a atrair empresas

Redação Alentejo

Porto de Sines é uma das mais importantes portas de entrada e saída de mercadorias para a Europa, diz novo estudo da “Prime Mile”

Redação Alentejo

EDIA contrai novo empréstimo de 5,27 milhões de euros para pagar energia

Redação Alentejo

Alentejo coloca 7 iguarias da charcutaria tradicional nas melhores 20 portuguesas, segundo a prestigiada listagem do TasteAtlas

Redação Alentejo

Beja: projeto para “maior centro de cultivo de canábis da Europa” esfumou-se e deixou buraco de 8,5 milhões de euros

Redação Alentejo