15 Novembro 2018      09:53

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"400 mil cidadãos europeus morrem prematuramente por ano devido à má qualidade do ar"

“A descarbonização dos transportes é um imperativo de cidadania, por razões económicas, ambientais e de saúde pública”, afirmou esta semana o Eurodeputado Carlos Zorrinho no hemiciclo de Estrasburgo, onde também defendeu que a Europa tem de “ambicionar liderar nas tecnologias inovadoras de redução de emissões nos transportes, para cumprir Paris e melhorar a qualidade de vida dos europeus”.

Ao intervir no ponto da ordem de trabalhos sobre “Normas de desempenho em matéria de emissões de CO2 dos veículos pesados novos”, Zorrinho aludiu à sua participação na Comissão de Inquérito do Parlamento Europeu para as emissões no setor automóvel, para enfatizar uma estatística cuja gravidade o marcou, o expressivo número de “400 000 cidadãos europeus morrem prematuramente por ano devido à má qualidade do ar”.

Considerando que “os veículos pesados novos são responsáveis por um quarto do total das emissões de transporte rodoviário, ou seja, 6% do total das emissões de dióxido de carbono na UE”, o Eurodeputado socialista entende que a proposta de regulamento em presença é de molde a habilitar “o setor a contribuir para o esforço geral que é preciso fazer”.

“Só com uma quota significativa desses veículos poderemos atingir o objetivo de redução de 35% das emissões dos veículos pesados novos até 2030, acima dos 30% propostos pela Comissão Europeia, e uma meta intermédia de 20% para 2025”, defendeu Carlos Zorrinho.

Após deixar o alerta para a importância do cumprimento das quotas de emissões de CO2 previstas no regulamento em debate, Zorrinho “desafiou a industria europeia desenvolver, produzir e comercializar na Europa e fora dela veículos pesados sem emissões ou com baixas emissões. A investigação nesse sentido desse ser incentivada e apoiada”.

“Mas não basta apoiar a indústria. Uma percentagem elevada de operadores de transporte de mercadorias na União são PME. É essencial disponibilizar uma estrutura de incentivos robusta para os apoiar”, sublinhou o Eurodeputado socialista que se referiu ainda à concorrência dos Estados Unidos, do Canadá, do Japão e da China no mercado dos veículos pesados que “já introduziram requisitos de redução do consumo de combustível ou das emissões desses veículos”, não podendo a Europa “ficar para trás”.

 

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