7 Agosto 2015      13:09

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GRUPO DE CERVEJEIROS MADE IN ALENTEJO

Consideram-se cervejeiros e nós atestámos (não muito que íamos conduzir a seguir). São ex-alunos da Universidade de Évora e com ela estão a desenvolver a "Magnífica", uma marca que fala por si, com néctares superiores (branca, preta e frutos vermelhos). O Grupo de Cervejeiros, são uma autêntica startup, que está a dar os seus primeiros passos rumo ao sucesso. São Made in Alentejo. Fomos conversar com António Gualdino, um irreverente e criativo alentejano, que é um dos promotores do projecto.

 

Tribuna Alentejo: Definam Grupo de Cervejeiros.

António Gualdino: O “Grupo de Cervejeiros” foi a denominação encontrada para nos identificar na nossa área de desenvolvimento neste negócio, não é mais do que a designação do nosso trabalho enquanto “Cervejeiros Artesanais”, tendo todos formação na área do fabrico de cerveja artesanal. O Grupo de Cervejeiros é constituído por 3 ex-alunos da Universidade de Évora, em áreas de formação distintas, que partilham o gosto de fazer cerveja artesanal. Tem de ser assim... (risos). Dois dos cervejeiros são naturais de Évora e um outro de Moura – Sobral de Adiça, sendo que os 3 habitam em Évora.

 

Tribuna Alentejo: Como surgiu a ideia? Porquê a Universidade como parceira?

António Gualdino: A ideia surgiu através do cervejeiro Rui Madeira, ouvindo uma notícia acerca da cerveja artesanal e depois de alguma pesquisa ter percebido que poderia ser uma oportunidade de negócio, desafiou então os restantes membros do agora “Grupo e Cervejeiros” a entrarem neste projeto com ele, depois de alguns avanços e recuos, todos decidiram avançar para a ideia de fazer cerveja artesanal. Como é normal, foi um processo longo, de experiências e formações na área da cerveja, que levou até a este momento, em que assinámos o Protocolo com a Universidade de Évora, um parceiro que nos parece fundamental, sendo o Grupo constituído por ex-alunos da Universidade de Évora e tendo a oportunidade de aproveitar a abertura da UÉ em apoiar este projeto, fazia todo o sentido aliarmos estas sinergias.

 

Tribuna Alentejo: Queremos saber mais do produto.

António Gualdino: Neste momento, e com a recente assinatura do protocolo existem questões legais que estão a ser tratadas de forma a podermos comercializar a cerveja ao público. Contudo, a receita está finalizada com a qualidade pretendida e já dispomos de três tipos de cerveja: Branca, Preta e de Frutos Vermelhos (sendo esta a maior inovação no mercado das cervejas artesanais em Portugal). O modelo de produção tem de ser naturalmente de acordo com os princípios exigidos para ser considerada cerveja artesanal e, para garantirmos a qualidade do produto, não poderia ser de outra forma.

 

Tribuna Alentejo: O que pretendem com o protocolo com a UE, como surgiu a oportunidade e que papel terá a Universidade na empresa?

António Gualdino: O protocolo com a Universidade de Évora surge, pois, tínhamos conhecimento que não havia nenhum projeto do género no seio da mesma e que, como esta já era produtora de vinho, azeite, mel, etc, fazia sentido propor a nossa ideia à UÉ, pois, teria um novo produto associado e que mostrava bem a diversidade e a capacidade que a nossa universidade tem em inovar e em produzir os mais variados produtos com matéria-prima e recursos humanos da “casa”.

Para além do mais, o nosso projeto com a UÉ passa também pela requalificação de espaços que estavam inutilizados pela universidade. Em termos de investigação a Universidade também poderá ser útil através dos seus laboratórios para futuras investigações e análises que possamos necessitar.

E de facto, é um orgulho para nós dizermos que estamos associados à Universidade de Évora que nos formou e, onde quer que estejamos, iremos sempre identificar –nos  como ex-alunos da Universidade de Évora e que a nossa cerveja, é também, um produto desta grande instituição.

 

Tribuna Alentejo: Existem já vários produtores de cerveja artesanal no Alentejo. Que vos distingue da concorrência?

António Gualdino: Aquilo que nos distingue dos demais é em primeiro lugar a qualidade do produto e, lançamos desde já o desafio para todos de um dia experimentarem várias cervejas artesanais incluído a nossa, para tirarem as vossas conclusões. Neste aspecto, estamos confiantes e orgulhosos da nossa cerveja. Em breve, iremos também produzir uma cerveja com um ingrediente especial e único do Alentejo e será sempre esta inovação e qualidade que nos irá distinguir dos demais, somos jovens e criativos e vivemos numa região que nos consegue dar quase tudo para produzirmos cerveja com grande qualidade. Acreditamos no nosso Alentejo e nas suas gentes. Esta “terra” é única e diversa, temos terra e mar, planície e serra…sendo que a cerveja enquanto produto característico do Alentejo também pode ganhar com isso.

 

Tribuna Alentejo: Que mensagem para aqueles que querem começar um negócio mas temem falhar?

António Gualdino: Ainda é cedo para medir o sucesso do nosso negócio, pois, estamos no início, mas aquilo que podemos dizer a todos é que – até aqui valeu a pena – e, que não tenham medo de arriscar, mas arrisquem se verificarem que a vossa ideia acrescenta algo e que se justifica apostar nela, não somente hoje, mas hoje e no futuro. Existem sonhos e realidade e nós “aqui” preferimos sonhar acordados.

 

As imagens interiores da peça são propriedade da Universidade de Évora.

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