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Vida

O gato cinzento

Há molduras à minha volta. Elas abraçam-me e é fácil de distinguir o cheiro a antigo. Há pinturas nelas de sem abrigos que berram solidão e pedidos de ajuda. Os pretos nas mesmas trazem até mim arrependimento.

Caminho até à rua com passos lentos sabendo o que me espera. São três da manhã e a lua está desenhada de forma a cintilar e refletir no preto dos meus olhos. O frio cumprimenta cada pelo no meu braço e relembro o quão quente estava há minutos. O vento brinca suavemente com os meus caracóis e sinto o meu corpo a congelar.

53% dos jovens do interior consideram mudar-se para o litoral

Mais de 50% dos jovens entre os 15 e os 25 anos, residentes no interior de Portugal, consideram mudar-se para o litoral, apontam dados de um estudo realizado à população portuguesa.

Oportunidades de emprego e de educação são identificadas como as razões mais apontadas para essa eventual mudança, num estudo que faz parte do conteúdo do “Pequeno Livro Aberto Sobre o Interior”, lançado pelo Gerador, uma plataforma independente de jornalismo, cultura e educação.

É hora de dizer “Morte à Pena de Morte”

Hoje assinala-se o Dia Mundial Contra a Pena de Morte.

A data pretende sensibilizar os países e as populações contra a pena de morte e defender o mais essencial dos direitos humanos e do qual advêm todos os outros: direito à vida!

Este dia foi criado em 2003, numa iniciativa conjunta de organizações não governamentais, governos e organizações jurídicas e repudiando a Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia a legalidade e o uso da pena de morte.

A concentração

Há demasiadas distrações no nosso dia e na nossa vida. As coisas acontecem e repetem-se distraindo-nos do essencial. Esse mesmo que nos não sabemos qual é nem o que é. Há coisas e momentos que se cruzam connosco e que não conseguimos decifrar. A concentração é fundamental para chegar ao momento em que o resultado do movimento chega ao final sem ter intermédios.

A queimar no bolso e por dentro

Numa noite de primavera do ano de 1934, um senhor de certa idade desceu os degraus de pedra que levam a uma das pontes....

“Pago com uma nota de 5 euros. Retiro algumas moedas de troca. A nota permanece no balcão. O lojista cumprimenta-me e desaparece na sala dos   fundos. Eu, distraidamente retiro a nota de 5 euros, despeço-me e caminho em direção à saída."

A história, no entanto, não foi assim, mas sim assim:

“Retiro conscientemente a nota de 5 euros, digo adeus e caminho para a saída”.

Mar meu

Pouso o meu pé com a maior delicadeza do mundo e sou coberta pela areia mais fina que já estivera em contacto.

Fecho os olhos.

Inspiro.

Cheira a novo. Cheira a mar.

Abraço o cheiro e com todo o cuidado do mundo, vou abrindo os olhos. Eles sorriem secretamente. É o nosso segredo.

O meu coração que outrora batia furiosamente contra mim, começa a criar uma sinfonia com a minha respiração.

Sem perceber, a minha pele é cumprimentada por lágrimas ácidas que não sabia que existiam. Estou sozinha. Sempre estivera.

Sobre viver: sobreviver

A pessoa certa nunca lê isto. Por vezes, lê, mas não lhe fica preso no pensamento. As pessoas certas nunca leem isto. Os indivíduos (in)certos nunca passam pela sobrevivência; viver é tão mais leve, não é? Sobre(viver) é tão duro. E sorrir custa muito mais do que ficar com o meu corpo nu em contacto com os meus lençóis de cetim enquanto conto as lágrimas que escorrem pelas minhas mãos. Não quero fingir nem aguento mais sobre(viver).

Rui Nabeiro – o senhor Alentejo faz 90 anos

Rui Nabeiro - poucas figuras serão tão queridas e consensuais a uma faixa tão alargada da população que a sua imagem acaba por se tornar um símbolo de uma região.

O “Comendador” - como carinhosamente é tratado pelo povo de Campo Maior - celebra hoje 90 anos.

Nasceu a 28 de março de 1931, na vila raiana de Campo Maior, no seio de uma família humilde que se sacrificava para que os filhos pudessem ir à escola e Rui Nabeiro estudou até à 4ª classe do ensino primário.

Vamos participar no plano de mobilidade?

Crónica eutópica #2 

Évora é uma cidade demasiado “autocêntrica” e tem sido planeada e gerida em função dos automóveis. Segundo os últimos dados disponíveis (CENSOS de 2011)  80% das pessoas que se deslocavam em Évora por motivos de trabalho faziam-no de automóvel. E cerca de 2/3  dos estudantes também se deslocavam de automóvel. Dez anos depois esses números são, certamente, bem superiores.  

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