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Luís Carapinha

O novo e estúpido normal

É mais assustador que o vírus esta coisa a que insistem em chamar “novo normal”.

Não é normal; é só estúpido. Estúpido e contranatura.

Estúpido como obrigar crianças pequenas a ir à escola e ficarem dentro de um círculo, afastados, para não se tocarem, a não brincarem, a não serem aquilo que de melhor somos: humanos.

Acabou o medo e a ignorância, somos orgulhosamente Portugal

“Quis saber quem sou, o que faço aqui!” dois versos simples - que expressam duas dúvidas de sempre, de toda a Humanidade - e que deram início à revolução de Abril.

Foi a música escrita por José Calvário, cantada por Paulo de Carvalho, que serviu de primeira senha à revolução.

Hoje, 46 anos depois, Portugal já não é orgulhosamente só; é como a sua génese humanista sempre o ditou: um país de diáspora, que se integra sem problemas e que recebe de braços abertos.

Os novos rei-Sol

Na França, no séc. XVII, havia o absolutismo do rei Sol.

Maximizado pelo COVID-19, nos EUA - que nunca tiveram um rei - agora, em pleno séc. XXI, parece haver o Rei-Presidente que substitui o(s) Estado(s): Trump.

Política em tempo de vírus

É sabido que, em alturas de crise, o Ser Humano é capaz de ir mais além dos limites e fazer, dar algo mais que o habitual, para o melhor, e para o pior.

Se em alturas de crise se veem os grandes Homens, também é nestas alturas que algumas máscaras caem, que se veem os verdadeiros propósitos escondidos detrás de sorrisos e ações tipo “lobo escondido debaixo da ovelha”.

Quando o sol foi posto ao centro

“Portanto, concluo que o nosso modo de chegar ao conhecimento, como chegamos lá e o número de coisas que conhecemos, é infinitamente superado pelo conhecimento divino; mas não por esse motivo o desvaloriza o suficiente para considerá-lo absolutamente nada; de facto, quando considero quantas coisas maravilhosas os Homens estudaram e operaram, reconheço e compreendo claramente que a mente humana é a obra de Deus e a mais excelente.“ —  Galileu Galilei

 

Mais um que já foi, mais um que vem

Chegamos a mais um final de ano. Pode parecer impressão minha, mas com o passar deles, dos anos, parece-me que se sucedem mais rápidos, como o passar dos meses, das semanas, dos dias, das horas…

Fico sempre com a sensação de querer ter feito mais qualquer coisa, de querer ter aproveitado melhor) ainda melhor) cada minuto de 2019.

Com o final do ano chegam também as previsões para o novo ano, as estatísticas e os números do ano que passa e há vários assuntos que gostaria de tocar neste último editorial de 2019.

Há 101 anos assinavam o fim da Guerra

Às 11 horas de hoje, 11 do 11, há 101 anos, entrava oficialmente em vigor o armistício que punha um fim formal à Primeira Grande Guerra.

Há 30 anos, o povo derrubou o muro!

Se a bipolarização do mundo no pós-Segunda Guerra mundial se pudesse resumir a um símbolo, esse seria certamente o Muro de Berlim, "die Berliner mauer".

"Cresce junto, o que é para estar junto" disse Willy Brandt, ex-chanceler alemão, sobre os acontecimentos de 1989, o ano em que o muro que separou a cidade de Berlim em dois durante 28 anos - separando famílias e amigos - foi derrubado. Desse acontecimento passam hoje, 9 de novembro, 30 anos e foi um dos momentos mais importantes da história do século XX.

Liberdade, Independência, República e Educação

Hoje é 5 de outubro. Mais um. Podia este ser um dia qualquer, mas não é, e este ano, sendo o dia de reflexão que antecede mais um ato democrático, toma ainda mais relevo. E não fossem dois acontecimentos que hoje se celebram e podíamos nem ser país, nem viver em República.

Portugal é Lisboa e o resto é paisagem

Também na Assembleia, Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. Ou melhor, Lisboa e Porto.

Para 10 811 436 eleitores, Portugal tem 230 deputados. Há deputados a mais, queixa-se o povo. E tem razão. Se é para representar só Lisboa e o Porto, tanto fazem 10 como 20.

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