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Opinião

ECONOMIA DAS ALFACES: A TROCA

Na minha crónica anterior falei sobre a importância da tolerância para que filosofias de produção sustentáveis e biológicas pudessem coexistir com lógicas empresariais e económicas, e de que este poderia ser um caminho para deixar para trás o estigma da autossuficiência e conseguir, efetivamente, criar valor para a nossa região.

A certo ponto disse até que era muito giro plantar alfaces em canteiros públicos, mas que não bastava para nos alimentarmos.

Hoje continuo o tema. Hoje será a parte II da economia das alfaces.

UM CONTO DE NATAL

O comboio parou na estação de Santa Clara-a-Velha, quando o sol terminava a sua corte à terra, deixando o céu azul-cobalto, pincelado de cores ardentes, que teimavam em exibir-se antes de serem apagadas pelas estrelas.

HÁ QUE RASGAR

Não sei o que lhe contaram enquanto crescia, caro leitor, mas para bem da elação vou pressupor que foi o mesmo que me contaram a mim. Hoje pergunto-me ainda como foi tão simples e tola a minha creditação dos contos de fadas e dos seus ideais de pouco complexo. Hoje pergunto-me mais do que isso – pergunto-me no que acreditar repetidamente para pôr os pés no chão frio e a cabeça pesada no lugar que lhe corresponde.

O SEGREDO

Sentadas à mesa do café, duas mulheres, uma agitava-se na cadeira, impaciente e incomodada. Havia um segredo que precisava contar, mas não sabia como nem conhecia o momento certo em que o poderia contar. A outra mulher olhava-a com olhar expectante e ansioso. Era aquele momento que marcaria a conversa. Que poderia de tão importante ter para falar aquela mulher com a outra? Nenhuma das duas queria dar o primeiro passo e começar a contar ou perguntar o motivo de tão insólito encontro. Havia um segredo, isso já ambas sabiam.

AUTO DA BARCA

O processo eleitoral nos Estados Unidos sempre nos proporcionou momentos de entretenimento no mau sentido, relembro candidatos como a Sarah Palin, ou mesmo os candidatos do clã Bush.
Até ao momento nunca tínhamos tido nenhum candidato que me causasse tanto receio, a candidatura de Donald Trump, um self made men, sempre controverso elevou a fasquia a um nível nunca antes visto. Ao pé deste, George H Bush era um “perigoso radical esquerdista”, e nem o impacto financeiro nas suas empresas tem refreado o candidato.
 

FORTALECER OS DIREITOS HUMANOS, O DESAFIO DO SÉCULO

"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade". Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

FINALMENTE OS NÚMEROS!

Dediquei as duas últimas semanas a apresentar algumas das atividades que desenvolvo no âmbito da minha profissão: aulas, formações, livros e investigação. Apesar de todas elas poderem envolver números, a verdade é que implicam, na sua maioria, a escrita e não a utilização de números. Mas, afinal, o Economista não trata de números? Claro que trata.

OS MIÚDOS VADIOS QUE FERIRAM DE MORTE A CAPITAL FRANCESA

O dia 13 de Novembro foi, indelevelmente, um dia diferente para todos os Franceses. Primeiro um balanço terrificante das consequências de um massacre já com precedentes e, logo de seguida, a conclusão nada animadora de que ninguém está a salvo. Alguns ensinamentos são a retirar dos acontecimentos. A confusão, o estado de sítio e a falta de esclarecimento aproveitará sempre ao agressor no seu intento de nos subjugar.

DICOTOMIAS DEMOCRÁTICAS

O mundo conheceu, neste fim-de-semana, dois resultados eleitorais, em dois países completamente diferentes, em dois continentes diferentes, com culturas democráticas bem diferentes.

HÁ IMPOSTOS E IMPOSTOS

Um pouco por todo o País, está nesta altura a discutir-se o Imposto Municipal sobre Imóveis nas Autarquias.

Autarquias há em que se pratica a isenção nos centros históricos sem olhar à preservação e outras tantas há em que se aplica o Imposto tendo em conta a preservação do imóvel.

É o caso de Sintra em que os proprietários de imóveis mal preservados e, em certos casos, devolutos, vão sofrer um aumento do Imposto por forma a incentivar ou a recuperação dos imóveis ou a venda a terceiros efectivamente interessados nessa actividade.

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