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Demografia, a “guerra” que temos de travar pelo território

“Fazer a guerra” não é hoje mais do que, para a maioria de nós, uma expressão simbólica e presença ilustrativa nos livros de gestão e de liderança. Bonaparte é, nestes casos, substituído por filósofos, gestores e estrategas dos novos tempos. Dentro dos vários pontos de observação, se focarmos a nossa análise na economia e política do território, esta expressão poderá ser empregue aos (antigos e persistentes) desafios demográficos.

O Alentejo continua a perder população

O Alentejo continua a perder população. Se já desconfiava desta situação, as estatísticas demográficas do Instituto Nacional de Estatística (INE), e que foram divulgadas ontem, sexta-feira, vêm confirmar a suas suspeitas.

O Alentejo é mesmo a região portuguesa que maior perda de população sofreu em 2018, só a Área Metropolitana de Lisboa viu a sua população aumentar ligeiramente.

A nível nacional, o país segue a tendência de decréscimo dos últimos oito anos e tem menos 14 mil do que em 2017, um total de 10.276.617.

 

Imagem de stavgorod.ru

Os alentejanos morrem mais cedo

Um estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE) e que revela que os alentejanos vivem menos que os habitantes das outras regiões.

Estes dados sobre a esperança média de vida em Portugal revelam que a região do Cávado, com destaque para Braga, é a região com maior longevidade, estando o Baixo Alentejo no polo oposto, a para das ilhas, as áreas onde os indicadores de esperança de vida, à nascença, é mais baixa.

A diferença da esperança média de vida de Braga para o Baixo Alentejo, como por exemplo nos concelhos de Mértola ou Aljustrel, é de 3,05 anos.

Investigadora da Universidade de Évora vence o Prémio Nacional de Demografia

Mais uma distinção para uma investigadora da Universidade de Évora. Desta vez foi Andreia Maciel, investigadora do Laboratório de Demografia do CIDEHUS - Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora que foi distinguida ontem, 31 de janeiro, com o Prémio Nacional de Demografia Mário Leston Bandeira.

Universidade de Évora revela que Troika fez "perder" 13 a 19 mil bebés

Um estudo do Laboratório de Demografia da Universidade de Évora Portugal revela que, durante os anos da “Troika”, Portugal terá perdido entre 13 e 19 mil bebés devido ao aumento da emigração durante esses  anos.

Os dados foram apresentados ontem, sexta, numa conferência sobre demografia organizada pelo Conselho Económico e Social (CES), no Porto, e têm por base uma simulação feita pelo Laboratório de Demografia da academia alentejana.

PORTUGAL PRECISA INVERTER OS INDICADORES DEMOGRÁFICOS

Portugal É o segundo país da UE onde menos se nasce.

Não querendo entrar no campo demasiado técnico, até porque a minha formação académica sobre essa matéria é apenas superficial e os leitores não esperam isso de mim, quero, sim, alertar para uma situação, agora que se comemorou (no passado dia 11 deste mês) o Dia Mundial da População, que nos deve deixar a todos apreensivos e cientes que teremos, com alguma urgência, colocar o assunto na agenda política do País: a pobre demografia de natalidade.

MORREU O FILHO ÚNICO

Já tínhamos referido que a China se preparava para acabar com a lei do filho único. A legislação que surge agora - entra em vigor já a 1 de janeiro – vem por fim à política do filho único, uma política implantada pelo governo Chinês na década de 70 e que pretendia travar o crescimento populacional excessivo no país, com mais de um bilião e trezentos milhões de habitantes.
 

Onde vamos parar?

As perspectivas demográficas não são animadoras para Portugal. Nos últimos anos, observámos a pirâmide etária a inverter-se e em termos políticos e sociais nada foi feito para atenuar os efeitos desta inversão.