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Saúde

Utentes alentejanos sem médico de família vão receber vacina contra a covid-19

No Baixo Alentejo, apesar de existirem cerca de 20 mil utentes sem médico de família, essas pessoas “não correm risco de não serem vacinadas” contra a covid-19, explica conceição Margalha, presidente do concelho de administração da ULSBA.

De acordo com dados oficiais, na Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) existem 4 mil 393 pessoas sem médico de família, enquanto no Litoral Alentejano esses profissionais de saúde estão em falta para 15 mil 089 utentes.

Segundo conceição Margalha, em declarações à Rádio Pax, estas pessoas “não correm risco de não serem vacinadas”, até porque “essa questão nem se coloca”. O facto de “os utentes não terem médico de família não impede que sejam sinalizados para o efeito”, esclarece a responsável.

A presidente indica ainda que “a vacinação não vai ser feita por cada enfermeiro de cada médico de família, mas sim por equipas de vacinação que serão determinadas e que irão vacinar todos os utentes de todos os médicos”. Em seu entender, trata-se de “um trabalho que, neste momento, ainda está a ser planeado”.

Além disso, “os utentes sem médico de família não serão excluídos, embora neste momento, ainda é uma incerteza, porque não sabemos quantas vacinas vão chegar, nem como as iremos distribuir”.

Conceição Margalha adianta também que, numa primeira fase, estão incluídos “os residentes em lares, de qualquer idade, os funcionários destas instituições, os profissionais de saúde, das forças de segurança e os idosos com mobilidades severas”.

Já outra questão que se levanta relaciona-se com “os doentes que não sejam seguidos nos nossos serviços e não exista registo de patologias nos sistemas informáticos. Nesses casos, os utentes têm de ser sinalizados por um médico que declare que eles têm determinadas patologias e que estão dentro do primeiro grupo de vacinação. Isso pode ser feito através das consultas de recurso”, salienta Conceição Margalha.

 

Fotografia de expresso.pt

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