Dois centros de investigação da Universidade de Évora (UÉ) uniram esforços para criar o Observatório do Restauro da Natureza, que pretende desenvolver “estratégias eficazes para a conservação da biodiversidade e a promoção da sustentabilidade ambiental”.
Em comunicado, o MED – Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento refere que este observatório resulta de uma parceria com o MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, também integrado na UÉ.
Este novo observatório reúne “especialistas de ambas as instituições em áreas como a biologia, a ecologia, as ciências ambientais, a agronomia e a engenharia”, e visa “desenvolver estratégias eficazes para a conservação da biodiversidade e a promoção da sustentabilidade ambiental em diversos contextos”.
Segundo a mesma fonte, pretende-se ainda “contribuir com conhecimento técnico e científico na orientação de políticas públicas de conservação e de restauro ambiental e no aconselhamento de práticas que respeitem a sustentabilidade social e económica”.
Entre as áreas abrangidas estão “os sistemas agroflorestais e os ecossistemas aquáticos, como rios, estuários e zonas costeiras”.
O MED salienta ainda que está previsto o desenvolvimento e promoção de “projetos inovadores privilegiando as ações de restauro ecológico que incorporem soluções baseadas na natureza”.
De acordo com os promotores, este observatório “surge num momento-chave”, pois coincide com a “aprovação da Lei do Restauro da Natureza pela União Europeia, que se compromete com a recuperação de áreas degradadas e na Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas 2021-2030”.
Note-se que, ainda no âmbito desta parceria, a UÉ, através de investigadores do MED e do MARE e de outros membros da Aliança de Universidades Europeias EU GREEN, com o apoio do programa Erasmus+, realizou recentemente a primeira formação intensiva em “Restauro Ecológico para a Sustentabilidade dos Ecossistemas”.
