O acordo está fechado e Jorge Jesus vai mesmo ser o novo selecionador nacional de Portugal, sucedendo a Roberto Martínez no cargo. A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) vai apresentar o treinador oficialmente esta sexta-feira, dia 10 de julho, às 15 horas, uma data altamente simbólica por coincidir com o décimo aniversário da conquista do Euro 2016. Jorge Jesus vai assinar um contrato válido por quatro anos, estendendo-se até ao Campeonato do Mundo de 2030, que Portugal irá coorganizar com Espanha e Marrocos.
Para abraçar este projeto, o técnico amadorense aceitou uma descida drástica no seu ordenado face aos 12 milhões de euros anuais que auferia no Al Nassr, clube da Arábia Saudita com o qual terminou ligação. A sua estrutura técnica contará com uma grande surpresa: o antigo internacional português Pepe recebeu um convite direto e será o braço-direito de Jesus neste novo ciclo. A estreia oficial está agendada para 24 de setembro, no Estádio de Alvalade, diante do País de Gales, a contar para a Liga das Nações — prova que a seleção nacional tenta revalidar após o título do ano passado. Seguir-se-ão os duelos com a Noruega fora (27 de setembro), Dinamarca fora (1 de outubro) e a receção aos noruegueses (10 de outubro), aproveitando o novo formato de calendário da FIFA que extinguiu a pausa internacional de meados de outubro.
Esta chegada ao topo do futebol de seleções coroa uma carreira longa e repleta de títulos, iniciada nos relvados como jogador e consolidada no banco ao longo de mais de três décadas. Jorge Jesus afirmou-se no panorama do futebol português através de passagens por clubes como o Amora, Felgueiras, Vitória de Setúbal, Belenenses e Sporting de Braga, mas foi no Benfica que atingiu o estrelato. Na Luz, conquistou três campeonatos nacionais e chegou a duas finais consecutivas da Liga Europa, impondo um estilo de jogo ofensivo e dominador. Em 2015, protagonizou uma mudança histórica e polémica para o Sporting, onde venceu uma Taça da Liga e uma Supertaça. A sua projeção tornou-se verdadeiramente global em 2019, quando rumou ao Brasil para comandar o Flamengo; no Rio de Janeiro, teve um ano inesquecível ao conquistar a Taça Libertadores e o Brasileirão. Após um regresso menos feliz ao Benfica e de uma passagem pelo Fenerbahçe da Turquia, onde venceu a Taça da Turquia, o carismático treinador mudou-se para o futebol saudita, fechando agora esse capítulo no Médio Oriente para assumir o maior desafio da sua vida profissional: liderar o seu país rumo ao Mundial de 2030.
