Quase 400 operacionais e quatro meios aéreos foram mobilizados, durante a noite de sábado para domingo, para combater dois incêndios no Alentejo. Um dos fogos deflagrou na Serra d’Ossa, no concelho de Redondo, nas proximidades do Convento de São Paulo, enquanto o segundo ocorreu em Ervideira, no concelho de Ponte de Sor.
Na Serra d’Ossa, o dispositivo envolveu 278 operacionais, apoiados por cerca de 100 veículos e um meio aéreo. As chamas atingiram uma zona de pinhal e mato na área da Aldeia da Serra, tendo sido registadas duas frentes de incêndio, uma das quais junto ao Convento de São Paulo.
O alerta para esta ocorrência foi dado cerca das 19h40 de sábado, segundo o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Central. O presidente da Câmara Municipal de Redondo, David Galego, confirmou a existência de uma primeira frente junto à estrada regional 351, que liga Redondo a Estremoz, e de uma segunda frente nas proximidades do convento.
Em Ervideira, no concelho de Ponte de Sor, o incêndio foi dado como iniciado às 22h36. Para o local foram mobilizados 110 operacionais, apoiados por 34 veículos e três meios aéreos.
Durante a noite, as operações de combate foram dificultadas pelas condições meteorológicas e pelas características da vegetação. Uma fonte operacional descreveu a situação como “particularmente complexa”, apontando a combinação de temperaturas elevadas, baixa humidade, algum vento e a presença de pinhal e mato.
A evolução dos incêndios exigiu a concentração de meios em diferentes frentes, numa altura em que as condições atmosféricas continuavam a favorecer a propagação das chamas.
Ao início da manhã, David Galego descreveu a noite como “dura”, mas manifestou esperança perante a evolução da situação. “A esperança nasceu aos primeiros raios de sol”, escreveu o autarca, sublinhando, contudo, que permanecia “muito trabalho pela frente no combate e resolução” do incêndio.
O presidente da Câmara de Redondo deixou ainda um agradecimento aos operacionais, voluntários, bombeiros, forças de Proteção Civil, autoridades de segurança e equipas municipais envolvidas na ocorrência.
A dimensão do incêndio na Serra d’Ossa assume particular relevância pela importância ambiental e paisagística daquele maciço, que se estende pelos concelhos de Redondo, Estremoz e Évora e constitui uma das principais áreas florestais do Alentejo Central.
A proximidade do Convento de São Paulo, situado na encosta da serra, acrescentou uma dimensão patrimonial à operação de combate, numa zona onde a proteção do património edificado e da área florestal constitui uma preocupação acrescida.
A Serra d’Ossa é também utilizada para atividades de natureza e desporto, incluindo percursos pedestres e ciclismo, assumindo importância para a utilização recreativa e turística do território.
Os dois incêndios registados durante a noite de sábado para domingo voltam a colocar em evidência a manutenção do risco de incêndio durante o mês de setembro, particularmente perante a conjugação de temperaturas elevadas, baixa humidade e vento.
No início da manhã de domingo, os dispositivos permaneciam mobilizados nos dois locais, acompanhando a evolução das ocorrências e assegurando o combate e a consolidação das áreas afetadas.
