Tribuna Alentejo
fcgttt
Alto Alentejo

UM ALENTEJO EXPORTADOR “REQUER MUITA PERSISTÊNCIA”

O Núcleo Empresarial da Região de Portalegre (NERPOR) recebeu no início desetembro uma comitiva de representantes de empresas norte-americanas, suecas, marroquinas e alemãs para estabelecerem relações comerciais com empresas alentejanas.

A iniciativa foi feita no âmbito do projeto Alentejo Exportar Melhor que aproximar empresas estrangeiras e alentejanas, sobretudo no setor agro-alimentar, com o propósito de exportar para aqueles países produtos alentejanos.

Jorge Pais, presidente do Núcleo Empresarial de Portalegre (NERPOR), sublinhou em entrevista ao Tribuna Alentejo que o sector dominante da economia regional do Alto Alentejo é o agro-alimentar e que o facto justifica que as empresas aderentes ao projecto incidam sobretudo em mercados que apresentem oportunidades de exportação destes produtos.

Para Jorge Pais a avaliação da iniciativa é francamente positiva, opinião partilhada pelas empresas alentejanas envolvidas, acrescentando que a estratégia de exportação de produtos alentejanos para os mercados internacionais "requer muita persistência".

"Estes encontros que patrocinámos foram em muitos casos apenas o primeiro passo. É absolutamente necessário dar continuidade a estas acções, quer repetindo o mesmo modelo de intervenção para novas empresas que não tiveram ainda oportunidade de participar, quer permitindo o acompanhamento e assistência das empresas que já se iniciaram, para consolidar a sua vertente exportadora. Sabemos que a vocação exportadora, tão importante para o país, se constrói com perseverança e muito trabalho, não se confundindo com exportações casuísticas e sem continuidade. De resto, se uma exportação não for bem preparada e executada com toda a cautela, pensando sempre em termos de futuro, pode acabar por ser contraproducente para a empresa, trazendo maiores dificuldades que benefícios", concluiu.

Apesar do ainda "frágil e rarefeito" tecido empresarial do Alto Alentejo, Jorge Pais considera que as empresas e os empresários precisam não só de apoio na descoberta de novos mercados mas também de "acompanhamento nos primeiros tempos de vida exportadora da empresa, ajudando-a a ultrapassar as teias burocráticas, comerciais, legais e financeiras que constrangem a actividade exportadora, sobretudo para fora da União Europeia" e que as associações empresariais têm essa missão e obrigação.

"O desenvolvimento da região passa incontornavelmente pelo fortalecimento e crescimento do tecido empresarial, e a concretização de tais objectivos, que é afinal a missão das associações empresariais, passa por estas disporem dos recursos necessários para levar a cabo as medidas que contribuem para o fortalecimento das empresas", defende.

Para o presidente do NERPOR, "estas medidas de apoio à exportação são, entre outras, um bom exemplo do que tem de ser feito pelas associações empresariais, enquanto entidades especialmente vocacionadas para este tipo de intervenção, que sendo aliás as únicas com um perfil apropriado para tal, têm mesmo a obrigação de tudo fazer para continuar a prestar este apoio às empresas e por via destas à região".

Artigos relacionados

Polícia espanhola distingue Comando Distrital da PSP de Portalegre e o agente principal João Aragonez

Redação Alentejo

Nuno Mocinha foi hoje absolvido pelo Tribunal de Portalegre. O autarca estava acusado de crime de prevaricação de titular de cargo público

Redação Alentejo

Portalegre mantém IMI mínimo e IRS nos 3,25% em 2027

Redação Alentejo

Festas do Povo de Campo Maior distinguidas com Prémio de Turismo em Espanha

Redação Alentejo

Alunos do Centro de Formação da GNR em Portalegre voltam às aulas mas praga de percevejos persiste no local

Redação Alentejo

Santa Casa de Campo Maior vai aproximar idosos e crianças, para recuperar laços como os dos avós e dos netos

Redação Alentejo