A Câmara Municipal de Portalegre está a preparar a documentação necessária para candidatar o “ponto de Portalegre”, uma técnica na elaboração de tapeçaria, a Património Cultural Imaterial da UNESCO.
Em declarações à Lusa, a vereadora da autarquia, Laura Galão, explicou que está a ser feito um levantamento sobre o historial do “ponto de Portalegre”, que deverá ficar concluído no final deste mês.
“Depois estaremos em condições de dar início ao processo de candidatura e a todos os processos administrativos para conseguirmos fazer a mesma. Havia uma lacuna em termos de registo histórico, acervo e cadastro da tapeçaria que era importante fazer e está a ser desenvolvido”, acrescentou a responsável.
De acordo com Laura Galão, a autarquia conta neste projeto com a parceria da Manufatura de Tapeçarias de Portalegre, Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo.
A candidatura do ponto Portalegre a Património Cultural Imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) vai ser cofinanciada pelo Turismo de Portugal, através do programa Valorizar.
A autarca espera que a candidatura possa ficar concluída no final do ano, mas alertou que este processo vai passar por “várias fases”, sendo a primeira o registo do “ponto de Portalegre” no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI).
A arte desenvolvida pelas tecedeiras de Portalegre em meados do século XX, através do denominado “ponto de Portalegre”, centra-se num tipo de tapeçaria assente na manufatura.
Nos últimos 60 anos, foram desenvolvidas tapeçarias a partir de obras de mais de 200 artistas portugueses e estrangeiros, como Almada Negreiros, Vieira da Silva, Júlio Pomar, Burle Marx, Lourdes Castro, Álvaro Siza, Rigo, Le Corbusier, Carlos Botelho, Munari, Maria Keil ou Cruzeiro Seixas.
Fotografia de cm-portalegre.pt
