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O FUTURO VAI SER MAIS QUENTE

Portugal, tal como o resto do mundo, vai ter que se adaptar às alterações climáticas drásticas que o planeta sofrerá nos próximos anos.

Portugal, tal como o resto do mundo, vai ter que se adaptar às alterações climáticas drásticas que o planeta sofrerá nos próximos anos.

Por cá, e segundo artigo do jornal “Público”, com base em dados do ClimAdaPT.Local, poderão existir ondas de calor mais frequentes de 3 a 12 vezes superior ao que acontece hoje em dia, sendo muitos os locais que terão mais 50 dias de calor – comparativamente ao que têm hoje – ou seja, mais 50 dias com temperaturas superiores a 35º. Mas as alterações também se farão sentir no inverno, pois estão previsto aumentos de chuva na casa dos 20%.

Em 2100, prevê-se que em Évora e Ferreira do Alentejo chova mais 12%, no inverno, do que hoje, em Castelo de Vide mais 10% e Odemira 7%. Mas, em contraponto, na primavera choverá menos; Odemira 56% menos , Évora 53%, Ferreira do Alentejo 45% e Castelo de Vide 43%.

E também o calor vai apertar, o mesmo será dizer, aumentar; assim, e na previsão mais extrema, Évora, Ferreira do Alentejo e Castelo de Vide terão mais 50 dias acima dos 35º , enquanto que Odemira ficará pelos 29.

Estas são as previsões dos investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e que têm por base a concentrações de gases com efeito de estufa na atmosfera, sendo que trabalham dois cenários, um moderado e outro mais extremo.

De modo geral, em todos os concelhos em estudo, e no cenário mais moderado, prevê-se uma subida da temperatura média anual entre um a dois graus Celsius até 2100. No outro cenário, o extremo, os valores aumentam cerca de três graus, nos Açores e na Madeira, e seis graus em Évora.

Mas também Castelo de Vide, Castelo Branco, Amarante, São João da Pesqueira, Bragança, Montalegre, Coruche, Ferreira do Alentejo, Tondela, Barreiro e Torres Vedras vão ter a sua temperatura aumentada em 5ª, sendo que Lisboa e Porto os valores poderão variar de um a quatro graus.

Estes cenários poderão dar azo a mais episódios de chuvas rápidas e intensas (típicas de um clima mais tropical) e, simultaneamente, a mais secas e, consequentemente, mais incêndios florestais, embora seja expectável a redução de dias com geada.

O projecto ClimAdaPT.Local – coma o centro de investigação climática CCIAM, da Universidade de Lisboa à cabeça – prevê que, através destas previsões, os municípios em estudo possam atuar já de modo a prevenir-se e a adaptar-se as estas alterações climáticas que se prevêem.

Há que mudar a lógica na gestão dos recursos hídricos e prevenir cheias, redimensionar as redes pluviais, adaptar as culturas agrícolas, criação de mais espaços verdes, entre outros.

    O projecto termina no próximo ano e Gil Penha-Lopes – coordenador do projecto ClimAdaPT.Local – quer criar uma comunidade de entidades locais ou regionais com estratégias para saber lidar com um futuro seguramente mais quente.

     

    Imagem daqui

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