A produção de concentrado de cobre na mina de Neves-Corvo, no concelho de Castro Verde, aumentou 28% neste 2.º trimestre, apesar dos impactos negativos causados pelos trabalhos de manutenção e pelo apagão energético de 28 de abril.
De acordo com o relatório trimestral da empresa sueca Boliden (proprietária da mina), citado pela agência Lusa, no 2.º trimestre foi produzido em Neves-Corvo um total de 7.849 toneladas de concentrado de cobre.
Segundo os números avançados pela empresa mineira, esta produção significa mais 1.726 toneladas do que no trimestre anterior – uma subida de aproximadamente 28% – um valor também superior ao período homólogo de 2024.
No que toca ao zinco, foram produzidas em Neves-Corvo, entre abril e junho, 26.122 toneladas de concentrado deste metal, quantidade ligeiramente inferior à registada nos primeiros três meses do ano, mas superior à do mesmo período de 2024. No total, a mina de Neves-Corvo produziu, na primeira metade deste ano, 53.813 toneladas de zinco e 13.972 toneladas de cobre.
O relatório da Boliden indica ainda que “os teores [de concentrado] estiveram em linha com o trimestre anterior, mas superiores aos do 2.º trimestre de 2024”. A empresa mineira sueca acrescenta que “o volume de transformação da Somincor [empresa concessionária] foi impactado negativamente pela manutenção”.
Além disso, o documento reforça que “tanto um grande apagão de energia em toda a Península Ibérica como um apagão local tiveram um impacto negativo”.
Note-se que a mina de Neves-Corvo é a maior mina de zinco na Europa e a sexta maior de cobre também no continente europeu, além de ser a maior empregadora da região, com cerca de 2.000 trabalhadores.
A mina alentejana tem como concessionária a empresa Somincor, que a Lundin Mining vendeu à sueca Boliden, juntamente com a mina de Zinkgruvan, na Suécia, por cerca de 1,44 mil milhões de euros, num negócio concretizado em 16 de abril.
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