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Livre inicia primeiras jornadas parlamentares em Elvas

O Livre inicia hoje, segunda-feira, as suas primeiras jornadas parlamentares, em Elvas, com foco nas dificuldades das populações do interior do país e no Orçamento do Estado para 2025.

Em declarações à agência Lusa, Isabel Mendes Lopes, líder parlamentar do Livre, afirmou que “vamos focar muito as jornadas parlamentares do Livre na questão do interior do país e de como o interior do país tem sofrido despovoamento, muito devido também à retirada das condições de vida para se conseguir viver em determinadas regiões do país”.

O programa arranca com uma sessão de abertura na Biblioteca Municipal de Elvas, seguida de uma reunião, à tarde, com a associação empresarial deste concelho.

Na terça-feira, o dia começa com uma visita ao Centro Ciência e Inovação do Café, em Campo Maior, seguida de uma visita à fábrica da Nova Delta e à barragem do Caia, com uma reunião com representantes da organização não governamental de ambiente Quercus.

O grupo parlamentar regressa à Biblioteca Municipal de Elvas à tarde para o encerramento das jornadas.

Note-se que o círculo eleitoral de Portalegre elege apenas dois deputados nas legislativas, o que faz com que os eleitores deste distrito “apenas possam ver com real expectativa a eleição de dois ou três partidos”.

Para o Livre, este problema traduz “uma grande desproporção e desigualdade entre eleitores do mesmo país”, razão pela qual o partido vai insistir na criação de um círculo nacional de compensação, para combater “este desequilíbrio eleitoral e de democracia que existe entre as várias regiões do país”.

A dificuldade de acesso a serviços públicos básicos como na área da saúde, “uma simples caixa de multibanco ou o acesso aos correios” será outra das temáticas em cima da mesa nestas jornadas, nas quais o Livre quer ainda falar de criação de emprego e a sua ligação à sustentabilidade ecológica.

A três dias da entrega da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2025, o Livre vai ainda dedicar parte destas jornadas à preparação de propostas de alteração ao documento.

Isabel Mendes Lopes considerou que o OE 2025 já está “altamente condicionado” por medidas como o IRS Jovem ou uma eventual descida do IRC e afirmou que se estão a debater “migalhas em vez de grandes medidas para o país”.

Em alternativa, o Livre prioriza a erradicação da pobreza infantil ou a criação de uma herança social, instrumento que visa permitir a um jovem entre os 18 e 35 anos aceder a uma quantia que pode ter origem na taxação de "grandes heranças", superiores a um milhão de euros, ou através da rentabilização de certificados de aforro.

 

Fotografia de jn.pt

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