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Saúde

Hospital de Évora vai começar a prestar assistência ao domicílio

O Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) anunciou que os seus profissionais de saúde vão começar a prestar assistência hospitalar no domicílio de doentes com residência na cidade alentejana e nos arredores, avança a Lusa.

Esta nova valência resulta da criação da Unidade de Hospitalização Domiciliária Polivalente (UHDP), que iniciou a sua atividade na segunda-feira.

De acordo com o HESE, esta nova unidade tem como modelo a “assistência hospitalar praticada no domicílio do doente por profissionais de saúde do hospital”, o qual “apresenta grandes vantagens” para o próprio e seus familiares.

Entre as vantagens, incluem-se o “tratamento hospitalar com maior conforto e bem-estar para o doente, que se mantém no domicílio com acompanhamento dos profissionais de saúde do hospital, promoção da autonomia e maior envolvimento dos familiares”.

Adicionalmente, a unidade hospitalar destacou que esta nova valência “pode permitir também um menor tempo de internamento e a diminuição das infeções em ambiente hospitalar”.

Note-se que a equipa da UHDP do hospital de Évora é composta por três médicos especialistas, cinco enfermeiros, uma assistente social, um farmacêutico e uma assistente técnica, e a unidade iniciou a sua atividade com capacidade para seis camas no domicílio.

Os doentes que ficarão em hospitalização domiciliária poderão ser referenciados pelo Serviço de Urgência, serviços de internamento ou pelo Hospital de Dia.

Ireneia Lino, responsável pela UHDP, indicou ainda em comunicado que “os doentes que cumpram os critérios clínicos, sociais e geográficos para admissão pela unidade, nomeadamente um cuidador reconhecido como idóneo e condições de habitabilidade do domicílio, poderão ter hospitalização domiciliária”.

A responsável acrescentou igualmente que, “para já, a unidade destina-se a doentes sem patologia covid-19” e contempla os que têm “domicílio na zona de Évora, cidade e arredores”.

Já a presidente do conselho de administração do HESE, Maria Filomena Mendes, assinalou que a nova unidade “vai permitir que o doente permaneça no seu domicílio, junto da sua família e no conforto do lar, enquanto lhe são assegurados os cuidados hospitalares de que necessita”.

Além disso, “é ainda mais vantajoso para os doentes, principalmente nestes tempos de pandemia, porque passam a poder contar com o apoio dos nossos profissionais de saúde para recuperar da sua doença em casa, sem necessidade de internamento hospitalar”, frisou a presidente.

 

Fotografia de blogfisioterapia.com.br

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